Filmes e o Oscar 2012

George Clooney é descendente de uma família que vive no Havaí desde o Século 19. A família possui um pedaço de uma ilha, um lugar paradisíaco que reluta em vender. Nesse pano de fundo, Clooney,  pai duas filhas, tem que começar a cuidar delas e recuperar o tempo perdido de seus relacionamentos, as distâncias impostas por um pai ausente, sempre trabalhando. A aproximação vai acontecer por conta de um momento muito duro na vida deles: a esposa, que o traia, sofre um acidente no mar e entra em coma irreversível, o que levará esse pequeno núcleo familiar ter que decidir se desligam ou não os aparelhos.

George Clooney foi indicado ao Oscar. Indicação merecida, mas de fato ele não merecia mesmo ganhar. Sua interpretação é boa, exemplar, mas nada além do esperado de um grande ator.

Leonardio Di Caprio foi injustiçado e Clint Eastwood também. Não que devessem ganhar mas, deveriam ter sido indicados. Di Caprio está irreconhecível fisicamente, seguro como ator e no mínimo tão bom em sua atuação, quanto os demais indicados. Tão bom quanto DuJardin que ganhou.

Provavelmente porque J. Edgar Hoover  era um sujeito odioso. Chefe do FBI durante 18 anos,  dominou a política e a polícia nesse período, produzindo investigações sobre todos os importantes ou anônimos, torturando e mandando matar culpados e inocentes. As nuances de Hoover são mostradas de maneira segura e competente, aliás, marca registrada de Eastwood: força e competência para contar uma história. Caracterização perfeita, não? Ainda mais considerando que Leonardo Di Caprio é assim…

Sete Dias com Marilyn é a adaptação do livro do ex-assistente de Laurence Olivier ( Kenneth  Branagh). O filme retrata a filmagem realizada em Londres de “O Príncipe Encantado”. Mostra uma faceta neurótica, insegura, infantilizada de Marilyn. Chata. Nunca saberemos se ela era mesmo assim. Se era, devia ser insuportável compartilhar qualquer coisa com ela, mesmo sendo o sexy simbol que foi. Desperdício de uma vida. A atriz Michelle Williams está muito bem e mereceu ser indicada ao Oscar, assim como Meryl Streep, que está muito melhor e insuperável em A Dama de Ferro, mereceu ganhá-lo.

O Artista surpreendeu todo mundo e em preto e branco, receita certa para o insucesso, quebrou  paradigmas. O filme conta o declínio de um grande ator de filmes mudos, na passagem para o cinema falado.

Ganhou diversos prêmios, Cannes de melhor filme, melhor ator, melhor atriz, e indicado a 10 Oscar, levou os principais: melhor filme, melhor diretor  e melhor ator.  De fato Jean Dujardin está ótimo no filme. Atua com leveza e talvez esse seja o maior segredo do filme: um drama leve, com rasgos de comédia, que diverte. Sucesso merecido!

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3 Comentarios para “Filmes e o Oscar 2012”


  1. Fernando

    Querida irmã, dos filmes só assisti a “7 dias com Marilyn”. Fiquei com mais vontade ainda de ver os outros após ler o seu texto. Um beijo do seu irmão, Fernando.


  2. Lecristiane

    Querida
    Realmente Di Caprio está irreconhecível, não assiti ainda nenhum, mas você sempre nos instiga com seus comentários e bate aquela curiosidade de assistir.
    Bjs


  3. Michele

    O Filme O Artista é Sensacional…é instigante! Você vê a fase de transição do cinema mudo para o falante! E o dog (au au) foi incrível!
    Bj, Mi