Georgia O´Keeffe além de seus quadros

O Filme foi feito para a televisão e seu enorme sucesso foi uma das causas de seu lançamento em DVD.

Joan Allen e Jeremy Irons estão magníficos e suas interpretações nos transportam para essa complexa história de amor e principalmente, para a beleza dos quadros de Georgia O´Keeffe.

Georgia O’Keeffe nasceu em 15 de novembro de 1887, em Wisconsin e morreu em 1986 no Novo México. O artista e professor de artes Arthur Wesley Dow, com quem ela fez um curso de verão, teve grande importância nos rumos de sua arte. Dow ensinava que o objetivo da arte era a expressão das idéias e sentimentos pessoais do artista e a partir deste conceito Georgia trabalhou o realismo imitativo. Em 1915 ela realizou uma série de desenhos abstratos em carvão e um colega os mostrou ao fotógrafo internacionalmente conhecido e empresário de artes, Alfred Stieglitz.

A partir daí Stieglitz começou a corresponder-se com O´Keeffe. A relação dos dois iria avançar para uma complicada história de amor. Em 1916 com o apoio financeiro dele, ela se muda para New York, para o que seria um ano de trabalho. Acabaram se casando em 1924. Ele fez fotografias extremamente ousadas dela: nus que fizeram sensação e que a projetaram para o mundo, dentro do conceito que ele, ótimo empresário, pregava: “primeiro eles vão conhecê-la tão bem como mulher que acabarão querendo conhecer a artista”.

O filme retrata essa conturbada relação e mostra lindas obras de O´Keeffe, diversas  pintadas no Novo México, onde se refugiava entre uma briga e outra com o amor da sua vida. Stieglitz morreu em 1946 e trabalhou arduamente promovendo o trabalho de Georgia. Desde meados dos anos 20 O’Keeffe pintava flores com uma sensibilidade e sensualidade inusitados.

Ela tornou-se uma das mais importantes e bem sucedidas artistas dos Estados Unidos, alcançando sucesso mundial.

Três anos após a morte de Stieglitz mudou-se de Nova Iorque para o que ela chamava de sua casa, o Novo México, onde sua inspiração era intensa. Georgia produziu em óleo até que sua vista começou a falhar (meados dos anos 70). Ela continuou a trabalhar com lápis e aquarela até 1982 e morreu em 1986, aos 98 anos, deixando uma obra intensa e presente nos melhores museus do mundo.

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