Barcelona, cheia de beleza e charme

Barcelona tem um clima de alegria no ar. As avenidas largas, arborizadas contribuem, as mesinhas nas praças e o povo comendo tapas a partir de meio dia, para almoçar às três da tarde e jantar às dez também! Há muito a se visitar e destaquei alguns pontos e claro, Gaudí, que é onipresente na cidade.

Ramblas – No clássico passeio você vai se deparar com uma extensa variedade de artistas de rua, quiosques de flores, vendedores de pássaros e bancas de revistas das mais completas para turistas: livros, cartões postais e mapas. Tudo isto em pleno coração da cidade velha. Aliás, a parte velha da cidade é onde estão os verdadeiros tesouros: antigos palácios, igrejas e ruas antigas, medievais. As Ramblas mudam de nome várias vezes e cada trecho tem uma característica própria. No 1º trecho está a Rambla Canaletas e, ali, se encontra a famosa fonte, que segundo a lenda, quem beber dela, sempre volta a Barcelona.

Sagrada Família – Com as doações dos devotos, em 1881, a associação de Devotos de San José, comprou o terreno onde seria construída a futura igreja e, em 1882, colocaram a 1ª pedra. O arquiteto Joan Martorell se demite e Antoni Gaudí, ajudante de Martorell foi nomeado o novo arquiteto do templo. Gaudí modifica o projeto e aumenta a altura do templo para 170 metros. Esta obra é uma daqueles “pontos antológicos” da cidade. De motoristas de taxis a garçons, todos dizem que desde que nasceram a Sagrada Família já estava em obra e que dificilmente vão ver a obra terminada. Vale a visita, por dentro e por fora. A concepção gótica impressiona e a utilização dos materiais também.

La Pedrera –  Projeto de Antonio Gaudí e Cornet de 1905. Edificado entre os anos 1906 e 1910 para a família Milà. É um dos edifícios mais significativos da história da arquitetura, é considerado não como um edifício, mas como uma escultura. A fachada é uma impressionante massa de pedra ondulada sem linhas retas onde o ferro forjado está presente nas sacadas, imitando formas vegetais. O telhado é uma fantasia, as chaminés com formas que lembram guerreiros, saídas de escadas que formam um bosque de figuras que surpreendem pelo vanguardismo das formas.  O edifício foi reconhecido como patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1984.

Casa Batló – pertence ao período naturalista de Gaudí, construída entre 1875 e 1877. Em 1900 Antoni Gaudí foi contratado pelo proprietário Don José Batló para demolir o local e construir um novo edifício e finalmente optaram por reformar. Gaudí fez muitas renovações na construção, dentre elas: mudança da fachada, que possui a marca registrada de Gaudí: o uso de motivos naturais, que lembram a fauna e a flora. Aumentou o pátio central e criou o quinto andar. A construção possui muita cerâmica e mosaicos, o que colabora para compor as inúmeras formas de côncavo-convexo existentes.  Em Barcelona, a casa é conhecida como A Casa dos Ossos, devido ao formato dos balcões exteriores, que se assemelham a um crânio.

Parque Guell – Obra de Antoni Gaudí em parceria com o arquiteto Josep Maria Jujol, realizada entre 1900 – 1914. A idéia original era fazer um condomínio de casas, com infra-estrutura interna de comércios como uma cidade-jardim. Foi um projeto solicitado por Eusebi Guell, uma espécie de mecenas das artes da época.  O projeto fracassou em 1922, por motivos financeiros e então a Prefeitura acabou comprando o local e o converteu em um parque. Neste parque Gaudí construiu uma casa onde viveu até sua morte e hoje é um museu. Em 1969 foi declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Manzana de La Discórdia – O Passeig de Gràcia é a coluna vertebral do “Ensanche”, bairro que une as duas principais Avenidas da cidade, a Gran Via e a Av. Diagonal. Nas suas origens era um caminho que unia a cidade com os bairros mais afastados, considerados cidades também. No começo do século XX as muralhas que protegiam a cidade foram derrubadas e em 1872 começou a circular a 1ª linha de tramvia (bonde) puxados por cavalos. A burguesia barcelonesa converteu esta avenida em seu lugar de passeio e, inclusive, existia uma zona conhecida como Campos Elíseos com jardins e salões de festas. Entre as ruas Concell de Cent e Aragón, em apenas 100 metros, estão três das melhores construções modernistas da cidade: a Casa Lléo-Morera, obra do arquiteto Lluís Doménech i Montaner, a Casa Amatler, de Josep Puig i Cadafalch e por fim a Casa Batló de Antoni Gaudí. A proximidade dos três edifícios deu origem ao nome “Manzana de la discórdia” . Se você observar é no chão da porta da Casa Amatler, que existe uma laje no chão que indica o Km 0 da rota européia do modernismo.

Port Vell – O “port Vell” se converteu em 1995 num espaço de 55,6 hectares, único na Europa, integrado ao coração da cidade. Trata-se de um grande espaço com muitas opções: Aquário, Imax Port Vell (cinema em três dimensões), Museu da História da Catalúnia, Museu Marítimo e Centro Comercial Maremagnum, entre outros.

Outros pontos interessantes para visitar:

Vila Olímpica – construída para alojar os atletas das Olimpíadas, após os jogos, os apartamentos foram vendidos e transformou-se em uma nova zona residencial e de diversão da cidade.

O Porto – tradicional e moderno. A torre de Cristovão Colombo se impõe e é possível subir no mirante para contemplar uma incrível visão panorâmica da cidade.

La “Plaça Nova” – Nesta praça estão: o Palácio da Generalitat (governo da Catalúnia) e o Palácio del Ayuntamiento Prefeitura

O Eixample – É uma grande zona central da cidade, formada por ruas que se cortam perpendicularmente. É uma obra do arquiteto Cerdá, que expandiu a cidade, multiplicando-a por cinco, com a finalidade de criar una cidade idílica.

Monte Montjuic
O nome foi em homenagem a Júpiter, na época romana. Monte que impera sobre a cidade e tem a seus pés o Porto. Foi construído no século XVII, sendo cenário da Exposición Universal de 1929 e dos Jogos Olímpicos, em 1992.

Não deixe de visitar a Fundação Joan Miró. Ela possui a maior coleção de obras do artista, com pinturas, esculturas, cerâmicas, gravuras. O espaço do café é super agradável, a arquitetura da casa-museu linda e moderna ( obra do arquiteto Josep L. S. e López, amigo pessoal do pintor). A lojinha é repleta de tudo que você pode imaginar, com reproduções de Miró.

Tibidabo
É preciso usar a “funiculer”, misto de trem e teleférico, ou o “tranvía” (bonde) azul, a 350 metros de altura, é o último que se conserva na ciudade. Normalmente no topo há um parque de diversões.

Parque da Ciutadella
Jardins onde foi realizada a Exposição Universal de 1868. É onde se localiza o o Parlamento da Catalúnia, a Escultura da “Dama del Paraguas” (guarda-chuva), símbolo da cidade, e o zoológico.

Montserrat
Famoso maciço, surpreendente por suas rochas de granito. Desde os tempos mais remotos, foi montanha sagrada na Espanha e visite também, o Monastério da Virgem de Montserrat lugar de peregrinações ( algumas românticas).

Plaza del Rey
Nela se encontra o Palácio Real Maior, a Igreja de Santa Ágata e o Palácio do Arquivo da Coroa de Aragão.

Palácio de la Virreina  e Palácio de Moya – Locais onde são realizadas importantes exposições de pintura e escultura.

Vida e Obra de: Antoni Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Rudoms, 25 de junho de 1852 – Barcelona, 10 de junho de 1926) foi o principal arquiteto catalão,  um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Foi responsável pelo movimento do modernismo catalão e grande inovar por utilizar novas concepções plásticas. A influencia de Antoni Gaudí em Barcelona é muito forte e suas obras combinam o estilo de arquitectura da cidade e um movimento de modernismo da mesma. Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica  (refletindo o estilo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugène Viollet-le-Duc, responsável em seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura. Entretanto, com o tempo, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notadamente o Templo Expiatório da Sagrada Família,  possuem um poder quase alucinatório. Gaudí é conhecido por fazer extenso uso do arco parabólico catenário, uma das formas mais comuns na natureza. Para tanto, possuía um método de trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade  (Gaudí usava correntes metálicas presas pelas extremidades: quando elas ficavam estáveis, ele copiava a forma e reproduzia-as ao contrário, formando suas conhecidas cúpulas catenárias). Também se utilizou da técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies. Ridicularizado por seus contemporâneos, Gaudí encontrou no empresárioEusebi Güell o parceiro e cliente ideal, tendo sido praticamente seu mecenas. Politicamente, Gaudí foi um fervoroso nacionalista catalão (ele foi certa vez preso por falar em catalão em uma situação considerada ilegal pelas autoridades). Em seus últimos anos, devotou-se exclusivamente à religião católica e a construção da Sagrada Família (obra nunca concluída).

Antoni Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde havia estudado arquitetura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí desde a juventude buscava o luxo, no entanto, na idade adulta e no final de sua vida essa sua tendência diluiu-se por completo. Quando jovem aderiu ao Movimento Nacionalista da Catalunha e assumiu algumas posições críticas face à igreja; no final da sua vida essa faceta desapareceu também. Gaudí nunca se casou e morreu as 72 anos, vítima de atropelamento.

O Templo da Sagrada Família é considerada a obra-prima de Gaudí.

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1 Comentario para “Barcelona, cheia de beleza e charme”


  1. Lecristiane

    Que saudade de Barcelona. Parabéns Cecília amei seus comentários e dicas.