LITERATURA

Oito Competências essenciais no Século XXI

quarta-feira, janeiro 6th, 2010

No livro Know-How, Ram Charan dá a receita das oito competências que um executivo deve ter. O livro foi lançado em 2007 e lendo as máximas a gente percebe que pouco ou quase nada mudou.

1. Posicionar a empresa: capacidade de mudar o negócio sempre que o mercado assim exigir.

2. Identificar mudanças externas e colocar a empresa na ofensiva.

3. “Reunir os gatos”: integrar os funcionários para tomar decisões melhores e mais rápidas.

4.  Avaliar pessoas: selecionar e formar outros líderes para a empresa.

5. Moldar Equipes: conseguir que subordinados altamente qualificados e com ego enorme trabalhem em perfeita harmonia.

6. Estabelecer objetivos: determinar o conjunto de metas que equilibram o que a empresa pode vir a ser com o que ela pode alcançar de modo realista.

7. Fixar prioridades: definir um caminho e alinhar recursos, ações e energia para realizar os objetivos.

8. Enfrentar forças externas: prever e reagir às pressões sociais fora de seu controle, mas que podem afetar a empresa.

Clarice Lispector – a gente se acostuma

quarta-feira, outubro 28th, 2009

“Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não! Quero é uma verdade inventada.” Clarice Lispector

A gente se acostuma

Eu sei que a gente se acostuma.  Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. 

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. 

E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz.  E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.  A tomar o café correndo porque está atrasado.  A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.  A comer sanduíche porque não dá para almoçar.  A sair do trabalho porque já é noite.  A cochilar no ônibus porque está cansado.  A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.  A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.  A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.  E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.  E a pagar mais do que as coisas valem.  E a saber que cada vez pagará mais.  E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma à poluição.  Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.  À luz artificial de ligeiro tremor.  Ao choque que os olhos levam na luz natural.  Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.  Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo.  Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.  Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana.  E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.  Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma. 

Ninguém é uma Ilha

quarta-feira, setembro 16th, 2009

Nenhum

Homem é uma

Ilha isolada ; cada

homem é uma partícula

do Continente, uma parte da

Terra ; se um torrão é arrastado para

o mar, a Europa fica diminuída, como se

fosse um promontório, como se fosse o solar

de seus amigos ou o seu próprio ; a morte de qualquer

homem me diminui , porque sou parte  do gênero  humano. 

E porisso não perguntes por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti.

(John Donne abertura do livro de Hemingway – Por quem os sinos Dobram )