VIAGENS

La Dune du Pilat – A Duna de Pyla

sexta-feira, abril 5th, 2013

La Dune complete

Numa viagem para Arcachon a caminho de Biarritz no sudoeste da França, uma linda surpresa : a duna mais alta da Europa – La dune du Pilat ou Duna de Pyla. Ela tem entre 100 e 107 metros. Se estende por 2,7 km do norte ao sul e contém mais 60 milhões de m3 de areia !

Do alto é possível contemplar o Oceano Atlântico, a entrada du bassin d´Arcachon (Bacia de Arcachon), a Floresta de Landes e quando o tempo está claro, os Pyrénées ( Pirinéus). Um espetáculo inesquecível.

Há um acesso por escadas de madeira, entre abril e novembro e para os mais esportistas, é possível descer diretamente pela areia. Uma verdadeira aventura !

dune_pyla_mer

São aproximadamente 1,5 milhões de visitantes por ano, atraídos pela imensa beleza. O lugar é também uma referência para o voo de Asa Delta. Em especial em junho, quando acontecem diversas competições. Ainda no verão europeu, são organizados concertos de jazz ou leitura de contos. Tudo sob a luz das estrelas. Lindo.

 

Lucca e suas lindas muralhas

domingo, novembro 27th, 2011

O que impressiona profundamente logo na chegada a Lucca, são suas muralhas, admiravelmente preservadas pois a construção foi terminada em 1645. No alto das muralhas, um agradável circuito de caminhada, com uma vista linda da cidade.

 

Não é possível entrar no centro da cidade de carro (os grandes então, nem  pensar!). As ruas são estreitas e cheias de lojinhas no acesso à Piazza San Michele.

O Anfiteatro Romano, na Piazza del Anfiteatro, perdeu a maior parte de suas pedras para outras construções da cidade (palácios e igrejas) mas ainda conserva sua aura de beleza histórica.

A Catedral de San Martino (na praça do mesmo nome), foi consagrada em 1070, com o campanário incrustado na fachada, que é ornamentada de relevos lindos, esculpidos por Nicola Pisano e Giudetto da Como. No interior da catedral, um quadro de Tintoreto e outros tesouros, dentre eles o esplêndido órgão.

 

A cidade também é conhecida por ter abrigado o escritor Dante Alighieri durante alguns de seus exílios.

A claridade das construções, aliada ao sol da Toscana, tornam mais bela essa pequena cidade.

E vejam o tamanho dos carros!!!! A maioria é assim.

Vale a pena visitar o  Museo dell’Opera da Duomo que está instalado no antigo palazzo do bispo da cidade e conta com relíquias religiosas e peças de porcelana de Limoges.

Mas, imperdível também é o Palazzo Pfanner , com um jardim maravilhoso, no estilo francês, com diversas estátuas de deusas de deuses romanos. Lindo!  No interior do palazzo, peças de seda, nos costumes das cortes dos séculos XVIII e XIX que comprovam a prosperidade que Lucca possuía. Uma pequena cidade de grandes tesouros!!!

 

Pisa além da torre

domingo, novembro 13th, 2011

Lógico que todo mundo conhece Pisa por causa da torre inclinada mas, tem muito mais tesouros a serem vistos. A cidade foi muito rica graças à sua proximidade com o rio Arno e por conseqüência, ao comércio marítimo. O apogeu conheceu um brusco declínio em 1284, na batalha de Meloria, onde mais de nove mil soldados foram mortos. E Pisa tinha no máximo 40 mil habitantes naquela época. 

A torre tem uma história muito interessante: em 1173, devido a fundação mal construída e um solo mal compactado, ela começou a inclinar-se já a partir do primeiro andar e isso se acentuou a partir do terceiro. A inclinação já era tão evidente que a obra foi interditada. Por cem anos! Foram necessários 177 anos para o término dessa linda construção em mármore branco, que se destinava a colocar os sinos da catedral da cidade. Quem retomou a construção em 1272 foi Giovanni di Simone cujo museu está na lateral da praça onde fica a torre. Não se surpreenda quando perceber que a linda igreja e o batistério também são inclinados. A guia contou que todas as construções em Pisa são um pouco tortas!

Existem sete sinos, um para cada nota musical e cada um fica em um andar. A altura da torre é de 55,86 metros no lado mais baixo e 56,70 no lado mais alto e o peso estimado é de 14.500 toneladas. Sua inclinação em 2007, já após as obras de restauração, era de 3,99 graus, ou seja, o topo está a uma distância de 3,99 graus de onde estaria se a torre estivesse corretamente na vertical. São 296 ou 294 degraus: no sétimo andar são dois degraus a menos de um dos lados. Entre 1900 e 2001 a torre teve obras de reforço estrutural, reaberta ao público e considerada segura por mais dois ou três séculos, embora sempre esteja em perigo por conta de sua exposição aos efeitos climáticos e ao grande fluxo de turistas.

A torre também é famosa por uma história contada pelo secretário de Galileu Galilei, que segundo ele teria jogado, do alto da torre, duas bolas de materiais diferentes para demonstrar que a velocidade da descida independe do peso da massa. Para a visitar, reserve com antecedência! São trinta pessoas de cada vez e dura no máximo trinta minutos. 

A construção da catedral “Domo” começou em 1664, sobre uma antiga igreja. A história dessa construção que foi paralisada e retomada com ajuda financeira do imperador bizantino é repleta de aventuras. Em 1595 um incêndio quase a destruiu e então, após a restauração, começou pouco a pouco a ser reformada. Recebeu portas de bronze e novas pinturas, contando com o apoio de uma associação dos cidadãos pisanos.  

A catedral é magnífica e surpreende por seu tamanho, pela riqueza dos mármores brancos e negros e a delicadeza e detalhamento das obras de arte, sejam elas em madeira ou em mármore. Os quadros que cobrem o altar principal retratam episódios do Antigo Testamento e um dos seus grandes tesouros é a urna contendo os restos mortais do santo padroeiro da cidade, São Ranieiri.

O Batistério é dedicado a São João Batista e chama a atenção pelo telhado ou melhor, pelo pedaço que falta dele. Rindo os italianos dizem que faltou dinheiro para terminar a obra ( o que já deve ter deixado de ser verdade a julgar  pela quantidade de turistas). Não estranhe o eco que é gerado, ampliando por alguns segundos o que se diz. Os batistérios foram construídos em grande parte porque na época o batismo era com imersão e muitos adultos se convertiam.

Reconheço que para mim, depois da Torre,  o ponto mais alto da visita, é o cemitério romano. Impressionante pela construção e mais ainda, por suas tumbas ainda preservadas.

Os romanos eram enterrados acima do solo, em tumbas lacradas e muitas ainda estão bem preservadas (vazias segundo a guia!!!!).

Os afrescos pintados nas paredes foram terrivelmente destruídos durante bombardeios equivocados dos americanos na Segunda Guerra.  

Um desses americanos ao visitar o local após os bombardeios ficou tão arrasado que iniciou uma enorme campanha para arrecadar fundos para a restauração do local. Graças a ele, em grande parte isso foi possível e em agradecimento, após sua morte, foi colocada uma placa no solo que conta essa história e assim o homenageia.   

O Museu Simone fica do outro lado do Campo Santo. Era um antigo hospital para os pobres e peregrinos e em 1976 foi transformado em museu para honrar o grande arquiteto, responsável pelas obras deste local sem igual, cujo turismo é a mola propulsora da economia local.

E é um turismo lindo, especialmente no final do dia quando sol faz brilhar o mármore branco das construções e a luz quase nos cega com tanta beleza.            

San Giminiano entre as torres

sexta-feira, outubro 28th, 2011

San Gimignano, na Toscana -Itália, é uma antiga cidade etrusca e ainda hoje, totalmente medieval. Era chamada de  “cidade das belas torres”.

Nos tempos de riqueza, San Gimignano era muito importante estrategicamente e existiam 72 torres de observação, de proteção à cidade. Restaram 14 e as “duas torres  gêmeas” são um exemplo.

As ruelas são cheias de charme e de artesanatos, muitos vidrinhos e louças pintados. É delicioso de perder nessas pequenas ruas e logo se achar porque a cidade é pequena e tudo converge para a Piazza Del Duomo.

A Duomo ou Igreja Collegiate foi consagrada em 1148 e em seu interior estão afrescos maravilhosos, incluindo obras do grande pintor Ghirlandaio.

Imagine uma loja de carnes de caça cuja a carne mais comum é a de Javali? Você encontra isso em San Gimignano!

Visite também o museu etrusco, com muitas jarras, vasos e urnas funerárias. Falando assim parece fúnebre, mas não é! Parece que entramos num livro de história e que estamos caminhando no passado.

O melhor momento do dia é a parada para almoço, claro, na praça principal ou ao lado dela, com um delicioso Chianti. Perfeito!

A espiritualidade de Assisi

sexta-feira, junho 24th, 2011

Assisi na região da Umbria na Itália, tem uma luz especial. Há uma claridade intensa, talvez pelas pedras das construções, talvez pela forma como o sol bate, não dá para definir mas é fato. Veja o exemplo na foto abaixo. O sol está se pondo, às nove da noite, nesta primavera na Europa.

A espiritualidade chama a atenção. Ela é quase tátil. Nas ruas, muitas freiras e frades franciscanos, e sobretudo muitos turistas brasileiros. Eu diria que depois do italiano é o idioma que mais se escuta.

O Basílica alta é simples por fora, assim como a Basílica baixa. O interior de ambas é que surpreende. Maravilhosas esculturas e lindas pinturas no teto.

Na Basílica baixa, o ponto alto da cidade: os afrescos de Giotto e o túmulo de São Francisco, que nasceu, viveu e morreu em Assisi; para nós brasileiros: Assis.

Ao sair da minha primeira visita à Basílica, empolgada pela beleza das cores, em especial  o azul de Giotto, comentei com o Silvio, dono do Il Palazzo, hotel em que fiquei o quanto tinha achado lindos os afrescos. A resposta dele me deixou estarrecida: eles não acham esses os mais belos afrescos de Giotto! Ele era muito jovem quando fez esse trabalho. O melhor, segundo ele, está em Padua, na capela Scrovegni, em que Giotto decorou todo o teto. Inacreditável! Mais um lugar para se colocar na lista!

Além de São Francisco, Santa Clara é muito venerada, ela que como ele, nasceu e morreu nessa cidade medieval.  A igreja dedicada a ela fica no alto, em oposição à Basílica de São Francisco, como o o sol e a lua, aliás, a amizade de  ambos foi inspiração para o filme de Franco Zeffirelli, Irmão Sol, Irmão Lua.

A vista que se descortina da Igreja de Santa Clara é linda.

Aliás, as colinas de Assisi são esplêndidas e a vista de uma beleza indescritível. O ponto mais alto da cidade é a Rocca e vale subir para admirar Assisi.

A igreja de São Rufino é outro lugar a ser visitado.

Ah! E Praça principal de Assisi ! Linda, de dia e de noite!

As pequenas passagens das ruelas,  são muito bonitas, em qualquer hora do dia.

À noite, na praça principal, você vai encontrar o dono do hotel, a moça da lojinha, o taxista que o levou da estação de trem até o hotel, o dono do melhor gelato da cidade, enfim, amigos que se encontram na praça, conversam, bebem vinho, jantam juntos. Um clima de festa! Ah! E a comida é deliciosa! Eu recomendo o Fortezza, onde o vinho, a comida, a sobremesa e a conta são honestos!

Só um cuidado:  O primo piatti (como eles dizem)  é a massa, o segundo as carnes, tudo isso regado a um pão delicioso e claro, muito azeite! E vinho Chianti. O risco de engordar é fatal!

Existem outros recantos interessantes em Assisi, a Igreja de São Damião, o pequeno museu de São Francisco, a casa onde ele viveu quando criança, enfim, é uma pequena cidade plena de beleza e história com muito a ser visitado. Não se iluda achando que em um dia você verá tudo.

Fique pelo menos 3 dias e quando for embora, já na estação de trem, olhe para as colinas.Tenho certeza: você vai querer voltar!

São Francisco Xavier – cachoeiras aqui pertinho

sábado, abril 30th, 2011

São Francisco Xavier é um lugar simples. Ainda não tão explorado e, portanto, muito gostoso de visitar. O acesso é ir até São José dos Campos e depois sair para a SP 50.

Caminho fácil porque é só seguir as placas sinalizadoras de São Francisco Xavier. Esta é a cacheira Pedro Davi que é muito bonita e é a principal da cidade.

Na cidade vários restaurantes e o ponto forte são os peixes. Escolha a Truta Mariser. É sem arrependimento!

Além das trutas maravilhosas, a Marina faz doces caseiros que são de comer de joelhos.

Depois de comer uma deliciosa truta, de preferência com xhitaque ou a exótica com folha de taoba,  tome um café com trufa no agradável e muito bem decorado Umpalumpa.

Aproveite para caminhar pela cidade e visitar algumas lojinhas de artesanato. A loja mais, mais especial é a Mantequira, da Marina (também chama Marina!). Ela tem coisas lindas, desde toalhas de mesa, até artigos para decorar o escritório.

Programe  jantar na Pizza Caboclo. O método é especial: as pizzas são servidas na pedra e assim são mantidas bem quentes.

Além de quentinhas elas são deliciosas!!! Se puder, fique no deck. A luz do ambiente é linda e você fica cercado de verde. Dá vontade de não ir embora…

Por fim, escolha onde ficar. Sugiro Pouso do Rochedo. A história é simples: os tropeiros dormiam abrigados pelo rochedo, daí nasceu a inspiração do nome. É um pouco fora da cidade com acesso por uma estrada de terra, mas boa e bem “assentada”. São 8 km até a pousada.

Há muitos anos o Sr. Antonio Vicente se dedica ao local. Quando comprou só havia uma nascente. Hoje são 32. Motivo de merecido orgulho para ele. Até as piscinas são de água vinda de nascentes.

Os Chalés, as casas ou o Alojamento (onde ficamos) são muito agradáveis e o café da manhã é muito bem servido, com deliciosos bolos caseiros da Valéria. Ela e a filha do Sr. Antonio, a Regina, tornam o ambiente muito acolhedor e familiar.

Visite as cachoeiras. São oito! As trilhas fáceis e você têm a liberdade de fazer sozinho, com base um mapa indicativo. Não dá para se perder!

A beleza das cachoeiras nos faz refletir e concordar  com a visão do proprietário o Sr. Antonio Vicente: a água é a essência da vida, diamante que as pessoas não valorizam…até se darem conta que um dia poderá faltar.

A vantagem do lugar é que sem “monitores”, supervisão, programa turístico, você faz o que quer e  se sente em casa, porque pode cozinhar, jogar, pescar (e devolver os peixes ao rio!), pode curtir a piscina de água natural. Pode caminhar sem rumo, visitar as cachoeiras e por fim, pode apenas ficar sentado, olhando as montanhas.

O engraçado foi quando a Rosana, a moça que vinha limpar o nosso alojamento, comentou que mora na cidade e não na Roça…só assim soubemos que estávamos na Roça e confesso: é ótimo ficar sem sinal de telefone, sem acessar internet, simplesmente deitada na rede, lendo um bom livro. A vida na Roça é uma delícia! Principalmente quando de noite conseguimos enxergar as estrelas e nas manhãs,  somos despertados pelo canto dos passarinhos. Viver na Roça, ainda que por pouco tempo, é ótimo! Voltamos com energias renovadas e fortalecidos para recomeçar a nossa louca, louca vida na cidade.

O Chile e suas tristezas

domingo, dezembro 12th, 2010

Sempre acho que os taxistas são um ótimo termômetro do povo e em Santiago não foi diferente.

Mário é um motorista simpático e falante. Não é alegre. Aliás senti isto no povo do Chile: eles me parecem tristes. Nada daquelas gargalhadas que ouvimos por aqui e na Itália ou até mesmo na Espanha. Talvez tristes seja exagerado: contidos parece uma definição melhor.

Pergunto como foi que conseguiram recuperar-se tão rápido de um terremoto. Ele explica que para os monumentos e tudo que é histórico, o trabalho foi muito rápido para dar uma sensação de ordem, sentimento patriótico mesmo.  E então me conta que no Chile não há garantia de emprego. Os contratos são feitos na modalidade temporária e por conta disto, por exemplo, uma balconista não pode se revoltar se trabalhar muito mais horas agora no natal, senão mandam embora. Mesmo os funcionários públicos não contam com segurança ou seja, também eles estão sujeitos a serem mandados embora sumariamente. Pergunto sobre o Governo e sobre o tempo da ditadura. Ele me conta que não se pode dizer que uma ditadura seja boa mas, ainda existem muitos que preferiam aquela época. O que ela tinha de bom era a ordem e a disciplina. Programas para compra de casas e, inclusive, programas educacionais melhores. Com a mudança para este governo, por exemplo, o atual presidente queria cortar aulas de História e em seu lugar colocar mais aulas de matemática. Acabaram com as aulas de filosofia e por esta razão, cada dia mais os chilenos estão individualistas, egoístas e mais e mais empobrecidos, intelectual e moralmente.

Então lhe perguntei sobre um fenômeno intrigante: vimos muitos, muitos cachorros abandonados nas ruas. E ele me diz que este é um dos efeitos deste sentimento de egoísmo, de não se importar mais com o outro e muito menos com os animais.

Conta ainda que no Chile é quase um delito classificar-se como pobre. Segundo ele existem as classes ricas ( que são muito ricas), as médias, que moram muito melhor, os pobres e os miseráveis. Ele se considera pobre e a explicação é simples: se seu filho adoecer ele não terá dinheiro para pagar o hospital. Terá que emprestar. O serviço público não atende muitas coisas e quando atende é mal. Então, se ele não pode pagar um tratamento para seu filho, uma escola melhor: é pobre. E é assim que ele se vê, embora tenha um taxi e trabalhe por conta própria (no mínimo 12 horas por dia).

O preço que pagam pela luz e pela água é igual: ricos e pobres pagam a mesma coisa. Portanto, com um salário mínimo ( que é algo perto de R$ 700,00), pagar moradia, comida, saúde, educação, é impossível.  Abaixo dele, só existem os miseráveis: que pedem nas ruas e não têm onde morar.

Chegamos no hotel. Ele me diz que o total são o equivalente a R$ 16,00. Acabo pagando praticamente o valor, com muito pouca propina (propina é como eles chamam a gorjeta). O dinheiro nos confunde porque é preciso cortar os 3 zeros e multiplicar o que sobrou por 4 . Quando me dou conta, fico triste. Não dei mais que 1.000 pesos chilenos, ou seja, R$ 4,00. Queria ter dado mais. Muito mais… para poder ver um sorriso no seu rosto.

O Chile e suas belezas

segunda-feira, dezembro 6th, 2010

A viagem já começa maravilhosamente bem: a visão das Cordilheiras dos Andes é emocionante.

Santiago demonstra uma enorme força pois após menos de um ano (aconteceu em 27 de fevereiro deste ano) de um terremoto com 8,8 graus na escala Richter, conseguiu recuperar e restaurar praticamente toda cidade. Só na região central 2 milhões de imóveis foram danificados. Os museus de Belas Artes e o Histórico Nacional já foram reabertos e o Teatro Municipal tem previsão de finalizar as obras em breve. O palácio do Governo, as praças e monumentos estão impecáveis. 

Os Cerros ( Morros) são uma atração imperdível. Visitamos dois que achamos muito bonitos. O meu favorito é o de Santa Lucía. Os jardins multi coloridos e a fonte inspirada na Fontana de Trevi linda, fazem do lugar um programa imperdível. 

E lógico, jogamos uma moedinha para voltar!

Outro Cerro muito bonito é o de San Cristóbal, o mais antigo de Santiago. É um dos pontos mais altos da cidade e a vista é deslumbrante. Para a subida e descida a Funicular funciona muito bem, de 15 em 15 minutos. Aqui vale a pena comprar as lembrancinhas porque a associação de artesões do Chile garante a procedência e bons preços. Na região embaixo, no bairro de Bellavista, a qualidade e os preços não valem a pena.

A ida a Valparaiso e Vinã del Mar é um ótimo passeio. Aproveitamos uma excursão porque o tempo era pouco. Numa próxima vez, a pedida é ficar pelo menos 4 dias em Vinã Del Mar e visitar um pouco mais Valparaiso onde ainda há muitos vestígios do terremoto e de modo geral, menos beleza natural que em Vinã del Mar mas ‘e uma cidade cheia de história. Na chegada a Valparaiso, uma escultura rende homenagem ao bronze, uma das principais riquezas do país.

E uma outra visão da cidade, no estilo cartão postal:

A casa de Pablo Neruda, a Sebastiana também é um passeio muito interessante. Apaixonado por mar, Neruda não sabia nadar e tinha pavor de entrar no mar. Então pediu a um amigo arquiteto que projetasse uma casa para ele…em forma de navio! Os chilenos contam que o motivo de Pablo Neruda ter tido três casas, foram suas esposas: uma para cada uma. a primeira uma holandesa, a segunda uma argentina e por fim, uma chilena. Das três a mais importante foi a argentina (Delia del Carril) porque foi ela que o levou para a política e então seus escritos e sua vida passaram a ter posicionamentos políticos importantes. 

Os prédios mais antigos e que deram motivo à Unesco para transformar Valparaiso em patrimônio histórico, em sua maioria estão restaurados, apesar de ainda existirem outros tantos que sofreram muito com o terremoto, o que deixa a cidade com um ar mais desolado.

A chegada em Viñea del Mar é triunfal…

A vista do restaurante- castelo, lembra a…Avenida Niemayer…

A proprietade deste “castelo” em frente ao oceano pacífico hoje é do Club Union Arabe, que o mantém muito bem conservado.

Para liberar a exploração do casino da cidade, a prefeitura exigiu que a empresa vencedora construisse um hotel 5 estrelas…veja a fachada…

E a bonita praia, embora eu reconheça que as nossas são…lindas! E mais beleza, num ângulo profissional.

O melhor de uma viagem é conseguir fazer parte do que estava planejado e viver coisas inusitadas. Comemos muito Congrio, o peixe “mor” deles e muitos, muitos frutos do mar. Tudo maravilhosamente fresco e bem preparado. Abaixo vou colocar a dica de um restaurante que não estava programado e que descobrimos através do gerente do Teatro Municipal. Comida maravilhosa, ambiente gostoso e preço razoável se comparado ao Brasil. O espaguete aos frutos do mar é o melhor que já comememos!

O Chile tem ainda muitas e muitas outras belezas que não vimos:

Parque Metropolitano: www.parquemet.cl

La Chascona, uma das casas de pablo Neruda: www.fundacionneruda.org

A 27 km de Santiago: sede do vinhedo Concha y Toro: www.conchaytoro.com

Bar Galindo (ponto de encontro nos finais de tarde): www.galindo.cl

Pátio Bellavista (galeria de bares para os de + de 30): www.patiobellavista.cl

Fora a Região dos Lagos.

O restaurante que adoramos em Santiago: Le Due Torri, existe desde 1961. O que fomos é o do Centro: San Antonio, 258 (633.3799) e existe também em Las Condes ( 231.3427).

Há muita coisa que ainda precisamos ver e é isto que adoro:  ter que voltar! Vamos voltar ao Chile!

Barcelona, cheia de beleza e charme

segunda-feira, novembro 1st, 2010

Barcelona tem um clima de alegria no ar. As avenidas largas, arborizadas contribuem, as mesinhas nas praças e o povo comendo tapas a partir de meio dia, para almoçar às três da tarde e jantar às dez também! Há muito a se visitar e destaquei alguns pontos e claro, Gaudí, que é onipresente na cidade.

Ramblas – No clássico passeio você vai se deparar com uma extensa variedade de artistas de rua, quiosques de flores, vendedores de pássaros e bancas de revistas das mais completas para turistas: livros, cartões postais e mapas. Tudo isto em pleno coração da cidade velha. Aliás, a parte velha da cidade é onde estão os verdadeiros tesouros: antigos palácios, igrejas e ruas antigas, medievais. As Ramblas mudam de nome várias vezes e cada trecho tem uma característica própria. No 1º trecho está a Rambla Canaletas e, ali, se encontra a famosa fonte, que segundo a lenda, quem beber dela, sempre volta a Barcelona.

Sagrada Família – Com as doações dos devotos, em 1881, a associação de Devotos de San José, comprou o terreno onde seria construída a futura igreja e, em 1882, colocaram a 1ª pedra. O arquiteto Joan Martorell se demite e Antoni Gaudí, ajudante de Martorell foi nomeado o novo arquiteto do templo. Gaudí modifica o projeto e aumenta a altura do templo para 170 metros. Esta obra é uma daqueles “pontos antológicos” da cidade. De motoristas de taxis a garçons, todos dizem que desde que nasceram a Sagrada Família já estava em obra e que dificilmente vão ver a obra terminada. Vale a visita, por dentro e por fora. A concepção gótica impressiona e a utilização dos materiais também.

La Pedrera –  Projeto de Antonio Gaudí e Cornet de 1905. Edificado entre os anos 1906 e 1910 para a família Milà. É um dos edifícios mais significativos da história da arquitetura, é considerado não como um edifício, mas como uma escultura. A fachada é uma impressionante massa de pedra ondulada sem linhas retas onde o ferro forjado está presente nas sacadas, imitando formas vegetais. O telhado é uma fantasia, as chaminés com formas que lembram guerreiros, saídas de escadas que formam um bosque de figuras que surpreendem pelo vanguardismo das formas.  O edifício foi reconhecido como patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1984.

Casa Batló – pertence ao período naturalista de Gaudí, construída entre 1875 e 1877. Em 1900 Antoni Gaudí foi contratado pelo proprietário Don José Batló para demolir o local e construir um novo edifício e finalmente optaram por reformar. Gaudí fez muitas renovações na construção, dentre elas: mudança da fachada, que possui a marca registrada de Gaudí: o uso de motivos naturais, que lembram a fauna e a flora. Aumentou o pátio central e criou o quinto andar. A construção possui muita cerâmica e mosaicos, o que colabora para compor as inúmeras formas de côncavo-convexo existentes.  Em Barcelona, a casa é conhecida como A Casa dos Ossos, devido ao formato dos balcões exteriores, que se assemelham a um crânio.

Parque Guell – Obra de Antoni Gaudí em parceria com o arquiteto Josep Maria Jujol, realizada entre 1900 – 1914. A idéia original era fazer um condomínio de casas, com infra-estrutura interna de comércios como uma cidade-jardim. Foi um projeto solicitado por Eusebi Guell, uma espécie de mecenas das artes da época.  O projeto fracassou em 1922, por motivos financeiros e então a Prefeitura acabou comprando o local e o converteu em um parque. Neste parque Gaudí construiu uma casa onde viveu até sua morte e hoje é um museu. Em 1969 foi declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Manzana de La Discórdia – O Passeig de Gràcia é a coluna vertebral do “Ensanche”, bairro que une as duas principais Avenidas da cidade, a Gran Via e a Av. Diagonal. Nas suas origens era um caminho que unia a cidade com os bairros mais afastados, considerados cidades também. No começo do século XX as muralhas que protegiam a cidade foram derrubadas e em 1872 começou a circular a 1ª linha de tramvia (bonde) puxados por cavalos. A burguesia barcelonesa converteu esta avenida em seu lugar de passeio e, inclusive, existia uma zona conhecida como Campos Elíseos com jardins e salões de festas. Entre as ruas Concell de Cent e Aragón, em apenas 100 metros, estão três das melhores construções modernistas da cidade: a Casa Lléo-Morera, obra do arquiteto Lluís Doménech i Montaner, a Casa Amatler, de Josep Puig i Cadafalch e por fim a Casa Batló de Antoni Gaudí. A proximidade dos três edifícios deu origem ao nome “Manzana de la discórdia” . Se você observar é no chão da porta da Casa Amatler, que existe uma laje no chão que indica o Km 0 da rota européia do modernismo.

Port Vell – O “port Vell” se converteu em 1995 num espaço de 55,6 hectares, único na Europa, integrado ao coração da cidade. Trata-se de um grande espaço com muitas opções: Aquário, Imax Port Vell (cinema em três dimensões), Museu da História da Catalúnia, Museu Marítimo e Centro Comercial Maremagnum, entre outros.

Outros pontos interessantes para visitar:

Vila Olímpica – construída para alojar os atletas das Olimpíadas, após os jogos, os apartamentos foram vendidos e transformou-se em uma nova zona residencial e de diversão da cidade.

O Porto – tradicional e moderno. A torre de Cristovão Colombo se impõe e é possível subir no mirante para contemplar uma incrível visão panorâmica da cidade.

La “Plaça Nova” – Nesta praça estão: o Palácio da Generalitat (governo da Catalúnia) e o Palácio del Ayuntamiento Prefeitura

O Eixample – É uma grande zona central da cidade, formada por ruas que se cortam perpendicularmente. É uma obra do arquiteto Cerdá, que expandiu a cidade, multiplicando-a por cinco, com a finalidade de criar una cidade idílica.

Monte Montjuic
O nome foi em homenagem a Júpiter, na época romana. Monte que impera sobre a cidade e tem a seus pés o Porto. Foi construído no século XVII, sendo cenário da Exposición Universal de 1929 e dos Jogos Olímpicos, em 1992.

Não deixe de visitar a Fundação Joan Miró. Ela possui a maior coleção de obras do artista, com pinturas, esculturas, cerâmicas, gravuras. O espaço do café é super agradável, a arquitetura da casa-museu linda e moderna ( obra do arquiteto Josep L. S. e López, amigo pessoal do pintor). A lojinha é repleta de tudo que você pode imaginar, com reproduções de Miró.

Tibidabo
É preciso usar a “funiculer”, misto de trem e teleférico, ou o “tranvía” (bonde) azul, a 350 metros de altura, é o último que se conserva na ciudade. Normalmente no topo há um parque de diversões.

Parque da Ciutadella
Jardins onde foi realizada a Exposição Universal de 1868. É onde se localiza o o Parlamento da Catalúnia, a Escultura da “Dama del Paraguas” (guarda-chuva), símbolo da cidade, e o zoológico.

Montserrat
Famoso maciço, surpreendente por suas rochas de granito. Desde os tempos mais remotos, foi montanha sagrada na Espanha e visite também, o Monastério da Virgem de Montserrat lugar de peregrinações ( algumas românticas).

Plaza del Rey
Nela se encontra o Palácio Real Maior, a Igreja de Santa Ágata e o Palácio do Arquivo da Coroa de Aragão.

Palácio de la Virreina  e Palácio de Moya – Locais onde são realizadas importantes exposições de pintura e escultura.

Vida e Obra de: Antoni Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Rudoms, 25 de junho de 1852 – Barcelona, 10 de junho de 1926) foi o principal arquiteto catalão,  um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Foi responsável pelo movimento do modernismo catalão e grande inovar por utilizar novas concepções plásticas. A influencia de Antoni Gaudí em Barcelona é muito forte e suas obras combinam o estilo de arquitectura da cidade e um movimento de modernismo da mesma. Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica  (refletindo o estilo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugène Viollet-le-Duc, responsável em seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura. Entretanto, com o tempo, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notadamente o Templo Expiatório da Sagrada Família,  possuem um poder quase alucinatório. Gaudí é conhecido por fazer extenso uso do arco parabólico catenário, uma das formas mais comuns na natureza. Para tanto, possuía um método de trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade  (Gaudí usava correntes metálicas presas pelas extremidades: quando elas ficavam estáveis, ele copiava a forma e reproduzia-as ao contrário, formando suas conhecidas cúpulas catenárias). Também se utilizou da técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies. Ridicularizado por seus contemporâneos, Gaudí encontrou no empresárioEusebi Güell o parceiro e cliente ideal, tendo sido praticamente seu mecenas. Politicamente, Gaudí foi um fervoroso nacionalista catalão (ele foi certa vez preso por falar em catalão em uma situação considerada ilegal pelas autoridades). Em seus últimos anos, devotou-se exclusivamente à religião católica e a construção da Sagrada Família (obra nunca concluída).

Antoni Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde havia estudado arquitetura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí desde a juventude buscava o luxo, no entanto, na idade adulta e no final de sua vida essa sua tendência diluiu-se por completo. Quando jovem aderiu ao Movimento Nacionalista da Catalunha e assumiu algumas posições críticas face à igreja; no final da sua vida essa faceta desapareceu também. Gaudí nunca se casou e morreu as 72 anos, vítima de atropelamento.

O Templo da Sagrada Família é considerada a obra-prima de Gaudí.

Quebec Mágica!

segunda-feira, outubro 25th, 2010

Quebec parece uma cidadezinha de sonho, até por suas muralhas (única cidade murada da América do Norte). A arquitetura e a importância histórica foram determinantes para que 1985 a UNESCO a declarasse patrimônio da humanidade. O charme da cidade além da arquitetura, também está na natureza: no outono as folhas símbolo do país (aqui a árvore se chama Plátano), se tingem de um tom laranja avermelhado e na primavera, com técnicas de extração ainda com os preceitos básicos do século XVII, a produção do Maple Syrup, invade tudo: de panquecas a pratos salgados. 

São necessários 40 litros de seiva para gerar 1 litro de xarope!

O francês é a língua preferida (Quebec foi descoberto em 1608 pelo explorador  Jacques-Cartier) mas 80% da população fala inglês e são muito simpáticos e acolhedores.

É ótimo passear a pé, descobrindo cada ruazinha. Indico fazer, no primeiro dia, um tour que sai da Place Royal (em frente ao Castelo de Frontenac) assim você tem uma visão geral e pode escolher seus lugares favoritos a serem melhor explorados. Estes são os que mais gostei:

Castelo de Frontenac – construído em 1893 como um hotel de luxo, teve hóspedes famosos como Roosevelt, Churchill, De Gaulle, François Mitterrand além de inúmeros artistas atuais. Tomar um café na galeria de lojas do térreo é muito gostoso e ouvi diversos idiomas, incluindo muitos, muitos brasileiros!

Place Royal – é onde se situa o Castelo de Frontenac e é o coração da cidade com pequenas ruas distribuídas como artérias, nos levando à parte murada da cidadela ou à parte baixa (onde se localiza o Porto).

E o ponto alto é o “Terrace Dufferin”, uma espécie de deck de madeira, com bancos e quiosques. A melhor vista do Rio São Lourenço! É onde se vê, sob o deck, as ruínas da cidade de antiga.

Deste deck, pelas escadas ou de trenzinho suspenso (funiculaire), se desce até a cidade velha. O melhor é descer explorando as lojinhas e restaurantes e subir com a funiculaire.

Plains of Abraham – Parque de Abraham é um parque enorme onde aconteceu a batalha decisiva com  os ingleses ganhando dos franceses e portanto passando a  “proprietários” da província.  Aliás, a Rainha Elizabeth é também a rainha deles, embora isto não seja ostensivo.

Há anos Quebec aproveita o frio para os esportes de inverno e em fevereiro o carnaval aquece as ruas e bares. E existe até uma escultura em homenagem ao Carnaval!

A Igreja de Notre Dame é pequena, pintada a ouro e linda! De dia e de noite, quando as luzes criam um efeito muito especial.

Ah! As lojinhas e os preços são muito bons de modo geral, e recomendo uma loja tradicional, enorme, com roupas femininas, masculinas e cama e mesa, a Simons. Você vai descobri-la rapidamente porque é na Rue Saint Jean, que sai da Place Royal.

Adorei a arquitetura e a divisa do Palácio da Justiça: Deus e meu direito. Do que mais precisamos?

E no final do dia, na Place Royal, o Jazz impera! Cria um clima mágico…