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Colômbia – feliz surpresa

terça-feira, setembro 13th, 2011

Esqueça todo aquele medo que dá quando ouvimos falar da Colômbia. Esqueça o narcotráfico e as Farcs, especialmente se você for para Bogotá e arredores.  Em Bogotá você vai encontrar muita polícia na rua e também seguranças privados,  por toda parte. Você acaba se sentindo mais tranquilo que em São Paulo!

A arquitetura é “organizada”. A maior parte dos prédios não ultrapassa dez andares, são de tijolinhos e quando um é mais moderno, não chega a chocar, ao contrário, se harmoniza.

A Candelária (bairro mais antigo) e o Centro histórico, abrigam igrejas de uma beleza interior estupenda: ouro e madeiras tão trabalhadas que surpreendem. As fachadas são sempre muito diferentes.

O teatro Cólon foi declarado patrimônio histórico e uma das maravilhas da Colômbia. Com toda razão!

Ainda no centro, visite o lindo e organizado Museo Del Oro. Mantido por um banco, cobra um ingresso simbólico e vale cada minuto da visita. Recursos audio visuais contam a história da nação, as formações geológicas, o ouro usado como oferenda pelas tribos indígenas e como elas foram a base da população da Colômbia. Uma justa homenagem de rara beleza.

 

Aproveite que os taxis são baratos (muito!) e encontre alguém simpático, normalmente  indicado pelo seu hotel. Nós encontramos o sr. Jorge, um colombiano falante, com muito conhecimento da história e hábitos de sua cidade, além de muito, muito honesto. Com ele fizemos uma viagem maravilhosa, até Zipaquirá e Villa de Leyva. Olhem como ele tem jeito de bonzinho!

Na cidade de Zipaquirá se encontra a primeira maravilha da Colômbia: a Catedral de sal. No mundo, além desta só existe uma outra, na Polônia. A energia é inacreditável e apesar dos 180 metros abaixo da terra, a ventilação é natural e a formação do sal nas paredes, surpreendente. O que também chamou a atenção foram os grupos de estudantes  que desde cedo já visitam os monumentos da cidade.

Ao longo do caminho, as cruzes vão contando a via crucis de Jesus, até culminar no altar.

 

Os indígenas são muito homenageados e lembrados como o início da nação.

A Plaza del Minero, na entrada na Mina de sal também é muito bonita.

Outra atração imperdível é o Cerro Monserrate. Com 3.131 metros de altura, tem uma vista deslumbrante. A subida pode ser com a funicular ou pelo teleférico, que é novinho!

Além da beleza natural, é muito importante destacar o santuário, a igreja, a via crucis de Jesus e a união espiritual que os Colombianos têm com Deus. A Virgem Maria é homenageada em muitas igrejas e neste santuário, a peregrinação é para venerar, além do Cristo caído, a Virgem Negra.

 

O artesanato local é muito rico, desde os brincos até as bolsas mas, as maravilhas maiores da Colômbia são suas esmeraldas!

A comida é muito gostosa. Dentre os pratos típicos bogotanos, o ajiaco santafereño é muito apreciado por eles. É uma sopa preparada com frango, batatas de diferentes variedades, milho e a especiaria “guascas”. Nós preferimos os frutos do mar (deliciosos) do restaurante da marca do café, o Oma.

Agora, o restaurante favorito é o Wok, no Parque 93. Comida com toque asiático e tailandês, preço justo, gente bonita e serviço muito caloroso. Um achado!

As panaderías (padarias) também são ótimas, com doces deliciosos e pãezinhos mais ainda!

Existem muitas atrações para se visitar em Bogotá, em especial: a Praça Bolívar,  Palácio de Justiça, Palácio San Carlos, Museo Nacional. Ah! O artista maior da Colômbia, Fernando Botero  tem seu próprio museu.

Vale a pena sentar num dos cafés da franquia Juan Valdez, tomar um delicioso café com biscoitos – manteguitas ou galetas e ficar olhando o pessoal bonito que fica por ali. Os colombianos são simpáticos, alegres e nos fazem sentir que estamos em casa. Uma feliz surpresa!

 

O Chile e suas belezas

segunda-feira, dezembro 6th, 2010

A viagem já começa maravilhosamente bem: a visão das Cordilheiras dos Andes é emocionante.

Santiago demonstra uma enorme força pois após menos de um ano (aconteceu em 27 de fevereiro deste ano) de um terremoto com 8,8 graus na escala Richter, conseguiu recuperar e restaurar praticamente toda cidade. Só na região central 2 milhões de imóveis foram danificados. Os museus de Belas Artes e o Histórico Nacional já foram reabertos e o Teatro Municipal tem previsão de finalizar as obras em breve. O palácio do Governo, as praças e monumentos estão impecáveis. 

Os Cerros ( Morros) são uma atração imperdível. Visitamos dois que achamos muito bonitos. O meu favorito é o de Santa Lucía. Os jardins multi coloridos e a fonte inspirada na Fontana de Trevi linda, fazem do lugar um programa imperdível. 

E lógico, jogamos uma moedinha para voltar!

Outro Cerro muito bonito é o de San Cristóbal, o mais antigo de Santiago. É um dos pontos mais altos da cidade e a vista é deslumbrante. Para a subida e descida a Funicular funciona muito bem, de 15 em 15 minutos. Aqui vale a pena comprar as lembrancinhas porque a associação de artesões do Chile garante a procedência e bons preços. Na região embaixo, no bairro de Bellavista, a qualidade e os preços não valem a pena.

A ida a Valparaiso e Vinã del Mar é um ótimo passeio. Aproveitamos uma excursão porque o tempo era pouco. Numa próxima vez, a pedida é ficar pelo menos 4 dias em Vinã Del Mar e visitar um pouco mais Valparaiso onde ainda há muitos vestígios do terremoto e de modo geral, menos beleza natural que em Vinã del Mar mas ‘e uma cidade cheia de história. Na chegada a Valparaiso, uma escultura rende homenagem ao bronze, uma das principais riquezas do país.

E uma outra visão da cidade, no estilo cartão postal:

A casa de Pablo Neruda, a Sebastiana também é um passeio muito interessante. Apaixonado por mar, Neruda não sabia nadar e tinha pavor de entrar no mar. Então pediu a um amigo arquiteto que projetasse uma casa para ele…em forma de navio! Os chilenos contam que o motivo de Pablo Neruda ter tido três casas, foram suas esposas: uma para cada uma. a primeira uma holandesa, a segunda uma argentina e por fim, uma chilena. Das três a mais importante foi a argentina (Delia del Carril) porque foi ela que o levou para a política e então seus escritos e sua vida passaram a ter posicionamentos políticos importantes. 

Os prédios mais antigos e que deram motivo à Unesco para transformar Valparaiso em patrimônio histórico, em sua maioria estão restaurados, apesar de ainda existirem outros tantos que sofreram muito com o terremoto, o que deixa a cidade com um ar mais desolado.

A chegada em Viñea del Mar é triunfal…

A vista do restaurante- castelo, lembra a…Avenida Niemayer…

A proprietade deste “castelo” em frente ao oceano pacífico hoje é do Club Union Arabe, que o mantém muito bem conservado.

Para liberar a exploração do casino da cidade, a prefeitura exigiu que a empresa vencedora construisse um hotel 5 estrelas…veja a fachada…

E a bonita praia, embora eu reconheça que as nossas são…lindas! E mais beleza, num ângulo profissional.

O melhor de uma viagem é conseguir fazer parte do que estava planejado e viver coisas inusitadas. Comemos muito Congrio, o peixe “mor” deles e muitos, muitos frutos do mar. Tudo maravilhosamente fresco e bem preparado. Abaixo vou colocar a dica de um restaurante que não estava programado e que descobrimos através do gerente do Teatro Municipal. Comida maravilhosa, ambiente gostoso e preço razoável se comparado ao Brasil. O espaguete aos frutos do mar é o melhor que já comememos!

O Chile tem ainda muitas e muitas outras belezas que não vimos:

Parque Metropolitano: www.parquemet.cl

La Chascona, uma das casas de pablo Neruda: www.fundacionneruda.org

A 27 km de Santiago: sede do vinhedo Concha y Toro: www.conchaytoro.com

Bar Galindo (ponto de encontro nos finais de tarde): www.galindo.cl

Pátio Bellavista (galeria de bares para os de + de 30): www.patiobellavista.cl

Fora a Região dos Lagos.

O restaurante que adoramos em Santiago: Le Due Torri, existe desde 1961. O que fomos é o do Centro: San Antonio, 258 (633.3799) e existe também em Las Condes ( 231.3427).

Há muita coisa que ainda precisamos ver e é isto que adoro:  ter que voltar! Vamos voltar ao Chile!

Quebec Mágica!

segunda-feira, outubro 25th, 2010

Quebec parece uma cidadezinha de sonho, até por suas muralhas (única cidade murada da América do Norte). A arquitetura e a importância histórica foram determinantes para que 1985 a UNESCO a declarasse patrimônio da humanidade. O charme da cidade além da arquitetura, também está na natureza: no outono as folhas símbolo do país (aqui a árvore se chama Plátano), se tingem de um tom laranja avermelhado e na primavera, com técnicas de extração ainda com os preceitos básicos do século XVII, a produção do Maple Syrup, invade tudo: de panquecas a pratos salgados. 

São necessários 40 litros de seiva para gerar 1 litro de xarope!

O francês é a língua preferida (Quebec foi descoberto em 1608 pelo explorador  Jacques-Cartier) mas 80% da população fala inglês e são muito simpáticos e acolhedores.

É ótimo passear a pé, descobrindo cada ruazinha. Indico fazer, no primeiro dia, um tour que sai da Place Royal (em frente ao Castelo de Frontenac) assim você tem uma visão geral e pode escolher seus lugares favoritos a serem melhor explorados. Estes são os que mais gostei:

Castelo de Frontenac – construído em 1893 como um hotel de luxo, teve hóspedes famosos como Roosevelt, Churchill, De Gaulle, François Mitterrand além de inúmeros artistas atuais. Tomar um café na galeria de lojas do térreo é muito gostoso e ouvi diversos idiomas, incluindo muitos, muitos brasileiros!

Place Royal – é onde se situa o Castelo de Frontenac e é o coração da cidade com pequenas ruas distribuídas como artérias, nos levando à parte murada da cidadela ou à parte baixa (onde se localiza o Porto).

E o ponto alto é o “Terrace Dufferin”, uma espécie de deck de madeira, com bancos e quiosques. A melhor vista do Rio São Lourenço! É onde se vê, sob o deck, as ruínas da cidade de antiga.

Deste deck, pelas escadas ou de trenzinho suspenso (funiculaire), se desce até a cidade velha. O melhor é descer explorando as lojinhas e restaurantes e subir com a funiculaire.

Plains of Abraham – Parque de Abraham é um parque enorme onde aconteceu a batalha decisiva com  os ingleses ganhando dos franceses e portanto passando a  “proprietários” da província.  Aliás, a Rainha Elizabeth é também a rainha deles, embora isto não seja ostensivo.

Há anos Quebec aproveita o frio para os esportes de inverno e em fevereiro o carnaval aquece as ruas e bares. E existe até uma escultura em homenagem ao Carnaval!

A Igreja de Notre Dame é pequena, pintada a ouro e linda! De dia e de noite, quando as luzes criam um efeito muito especial.

Ah! As lojinhas e os preços são muito bons de modo geral, e recomendo uma loja tradicional, enorme, com roupas femininas, masculinas e cama e mesa, a Simons. Você vai descobri-la rapidamente porque é na Rue Saint Jean, que sai da Place Royal.

Adorei a arquitetura e a divisa do Palácio da Justiça: Deus e meu direito. Do que mais precisamos?

E no final do dia, na Place Royal, o Jazz impera! Cria um clima mágico…