Europa

Madrid – Um rápido olhar

terça-feira, outubro 20th, 2015

MUSEO DEL PRADO

Num edifício com arquitetura restaurada, datado de 1785, o Museo Del Prado possui o maior acervo de arte espanhola do mundo. El Grego, Goya e Velasquez estão muito bem representados e deste último, As Meninas é uma das obras mais emblemáticas. Além da arte espanhola, grande coleção de pintura barroca, italianam francesa e outras.  O museu é encantador.

MUSEO NACIONAL REINA SOFIA

É a casa de “Guernica” de Pablo Picasso, mas,  não fique só por ai. Joan Miró, Salvador Dali e outros estão presentes, além de nomes importantes da pintura e escultura moderna. Pare no café. É aconchegante, bonito e tem drinks maravilhosos! 

ESTAÇÃO DE ATOCHA

Alvo do atentado terrorista (11-M) de 11 de março de 2004, realizado pelo Al-Qaeda, esta verdadeira artéria ferroviária de Madrid, após o atentaado, teve um átrio projetado por Rafael Moneo http://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Moneo e para cada morte do atentado, foi plantada uma palmeira. Embora com este simbolismo tão triste, o jardim torna mais agradável a espera pelos trens e humaniza a enorme estrutura de ferro e vidro que foi inaugurada em 1851, erguida por Alberto Palacios com ajuda de Gustave Eiffel.

BAIRRO DOS ÁUSTRIAS

Localizado no centro da cidade, este bairro retrata o espírito de Madrid. Possui casarios antigos, igrejas medievais e palacetes. O nome se deve ao período de soberania da dinastia de Habsburgo. Visite o mercado de San Miguel e aprecie as suas bancas de frutas. Sente-se num dos cafés e deixe a vida passar.

ESTÁDIO SANTIAGO BERNABÉU

É o estádio do Real Madrid. Com capacidade para 80 mil torcedores. Os turistas podem pagar um ingresso e visitar todo o estádio, conhecer a tribuna, os vestiários e a sala de troféus. Se você é aficionado, vale a pena.

 GRAN VIA

Trata-se de uma das mais importantes artérias da capital espanhola. Foi criada para odenar um pouco mais o crescimento da cidade no início do século XX. Diversos arquitetos trabalharam em suas diversas fases, assim alguns dos mais belos edifícios de Madrid estão nesta via.

PALÁCIO REAL

Juan Carlos I não mora mais neste palácio e sim no Palácio Zarzuela, nos arredores de Madri, mas, o Palácio Real, é uma visita imperdível. Erguido sobre uma colina (era um forte e, portanto, avistar do alto os inimigos era muito importante) à noite parece pairar sobre a cidade e é um monumento maravilhoso. Levou 26 anos para ser reerguido depois que um incêndio o destruiu e ao visitá-lo, conheça as Salas de Jantar, de Porcelana,  do Trono e a Galeria, entre outras atrações destes 135.000M2 ( maior palácio da Europa).

PARQUE DEL RETIRO

É o pulmão verde de Madrid. Muito visitado pelos madrilenhos e por turistas. Vale a visita.

PLAZA DE CIBELLES

A praça abriga a fonte da deusa grego-romana Cibelles, deusa da natureza e quatro dos principais edifícios da capital estão ali: Banco de España, os Correios, Palácio de Linares e a sede do Exército.

PLAZA MAYOR

No Século XV era palco de festas populares, julgamentos e execuções na época da Inquisição e posteriormente, palco de touradas. Atualmente é um lugar agradável para um fim de tarde em seus variados cafés. Aos domingos, a Feira de Antiquidades é muito freqüentada e a variedade de ofertas é enorme.

 PLAZA DE TOROS DE LAS VENTA 

Se você tem curiosidade pelas touradas ou pela arquitetura, visite esta praça que data de 1929.  Os arcos externos são de um estilo particular espanhol – neomudéjar – e grande parte da decoração foi feita com azulejos pintados à mão. Ao lado, o Museu Taurino.

PUERTA DEL SOL

Uma das mais animadas áreas da capital, lojas e cafés são seu principal atrativo. A praça é em formato de meia-lua o que lembra sua origem, a de entrada leste de Madrid.

Biarritz, os ventos, os astros e o mar

terça-feira, agosto 27th, 2013

Biarritz foi construída numa costa rochosa, no sudoeste da França, circundada pela Gironda e as praias de Landes. Inicialmente vila de pescadores, Biarritz se tornou um balneário frequentado pelos ricos e poderosos. Situada a 50 quilômetros da cidade espanhola de Saint-Sébastien é o coração da chamada região Basca que mantém vivas as tradições e o dialeto o que faz de seus cidadãos, franceses, mas, bascos primeiro! Se você ficou curioso, em basco a cidade se chama: Miarritze.

O lema da cidade remete a sua geografia e seu clima agradável :” J’ai pour moi les vents, les astres et la mer.” (Tenho por mim os ventos, os astros e o mar)

A Grande Praia e o Porto dos Pescadores são lugares lindos. Hoje a cidade é muito frequentada pelos turistas de outras regiões da França e do mundo, e em especial por surfistas já que as praias são ótimas para esse esporte.

Para conhecer a Plage Du Port Vieux (Praia do Velho Porto) vá com o trenzinho, aproveite a beleza do lugar e a linda vista de uma das praias.

O Grande Hotel de Biarritz é outro memorável passeio. Mesmo sem se hospedar, conheça, tome uma bebida olhando o mar e aprecie a arquitetura. É memorável. http://www.hotel-du-palais.com/?lang=pt

O Rocher de La Vièrge (Rochedo da Virgem) é o ponto alto da cidade. De um lado ele domina a baia de Biarritz e a Grande Praia, de outro a vista maravilhosa da Costa Basca até a linha das montanhas dos Pirineus.

O acesso nos primeiros tempos era feito por uma ponte de madeira ligando o rochedo a terra. Mais tarde foi substituída por uma passarela metálica realizada por ninguém menos que o engenheiro da Torre Eiffel, Gustave Eiffel.

Há uma antiga história que explica o lugar: em 1864 os pescadores de baleias foram pegos em alto mar por uma forte tempestade, forte como nunca vista. Eles pensavam que viviam sua última hora de vida quando uma luz forte os iluminou na direção do Porto. No ano seguinte os sobreviventes ergueram cruzes e uma estatua da Virgem Maria para agradecer por suas vidas e para protegê-los. É um lugar magnífico.

Em dias claros e cheios de sol, o encantamento é total: é possível ver a linda praia de areia branquinha, até o Phare de Biarritz (Farol de Biarritz).

Embarque porque vale a pena!

Pisa além da torre

domingo, novembro 13th, 2011

Lógico que todo mundo conhece Pisa por causa da torre inclinada mas, tem muito mais tesouros a serem vistos. A cidade foi muito rica graças à sua proximidade com o rio Arno e por conseqüência, ao comércio marítimo. O apogeu conheceu um brusco declínio em 1284, na batalha de Meloria, onde mais de nove mil soldados foram mortos. E Pisa tinha no máximo 40 mil habitantes naquela época. 

A torre tem uma história muito interessante: em 1173, devido a fundação mal construída e um solo mal compactado, ela começou a inclinar-se já a partir do primeiro andar e isso se acentuou a partir do terceiro. A inclinação já era tão evidente que a obra foi interditada. Por cem anos! Foram necessários 177 anos para o término dessa linda construção em mármore branco, que se destinava a colocar os sinos da catedral da cidade. Quem retomou a construção em 1272 foi Giovanni di Simone cujo museu está na lateral da praça onde fica a torre. Não se surpreenda quando perceber que a linda igreja e o batistério também são inclinados. A guia contou que todas as construções em Pisa são um pouco tortas!

Existem sete sinos, um para cada nota musical e cada um fica em um andar. A altura da torre é de 55,86 metros no lado mais baixo e 56,70 no lado mais alto e o peso estimado é de 14.500 toneladas. Sua inclinação em 2007, já após as obras de restauração, era de 3,99 graus, ou seja, o topo está a uma distância de 3,99 graus de onde estaria se a torre estivesse corretamente na vertical. São 296 ou 294 degraus: no sétimo andar são dois degraus a menos de um dos lados. Entre 1900 e 2001 a torre teve obras de reforço estrutural, reaberta ao público e considerada segura por mais dois ou três séculos, embora sempre esteja em perigo por conta de sua exposição aos efeitos climáticos e ao grande fluxo de turistas.

A torre também é famosa por uma história contada pelo secretário de Galileu Galilei, que segundo ele teria jogado, do alto da torre, duas bolas de materiais diferentes para demonstrar que a velocidade da descida independe do peso da massa. Para a visitar, reserve com antecedência! São trinta pessoas de cada vez e dura no máximo trinta minutos. 

A construção da catedral “Domo” começou em 1664, sobre uma antiga igreja. A história dessa construção que foi paralisada e retomada com ajuda financeira do imperador bizantino é repleta de aventuras. Em 1595 um incêndio quase a destruiu e então, após a restauração, começou pouco a pouco a ser reformada. Recebeu portas de bronze e novas pinturas, contando com o apoio de uma associação dos cidadãos pisanos.  

A catedral é magnífica e surpreende por seu tamanho, pela riqueza dos mármores brancos e negros e a delicadeza e detalhamento das obras de arte, sejam elas em madeira ou em mármore. Os quadros que cobrem o altar principal retratam episódios do Antigo Testamento e um dos seus grandes tesouros é a urna contendo os restos mortais do santo padroeiro da cidade, São Ranieiri.

O Batistério é dedicado a São João Batista e chama a atenção pelo telhado ou melhor, pelo pedaço que falta dele. Rindo os italianos dizem que faltou dinheiro para terminar a obra ( o que já deve ter deixado de ser verdade a julgar  pela quantidade de turistas). Não estranhe o eco que é gerado, ampliando por alguns segundos o que se diz. Os batistérios foram construídos em grande parte porque na época o batismo era com imersão e muitos adultos se convertiam.

Reconheço que para mim, depois da Torre,  o ponto mais alto da visita, é o cemitério romano. Impressionante pela construção e mais ainda, por suas tumbas ainda preservadas.

Os romanos eram enterrados acima do solo, em tumbas lacradas e muitas ainda estão bem preservadas (vazias segundo a guia!!!!).

Os afrescos pintados nas paredes foram terrivelmente destruídos durante bombardeios equivocados dos americanos na Segunda Guerra.  

Um desses americanos ao visitar o local após os bombardeios ficou tão arrasado que iniciou uma enorme campanha para arrecadar fundos para a restauração do local. Graças a ele, em grande parte isso foi possível e em agradecimento, após sua morte, foi colocada uma placa no solo que conta essa história e assim o homenageia.   

O Museu Simone fica do outro lado do Campo Santo. Era um antigo hospital para os pobres e peregrinos e em 1976 foi transformado em museu para honrar o grande arquiteto, responsável pelas obras deste local sem igual, cujo turismo é a mola propulsora da economia local.

E é um turismo lindo, especialmente no final do dia quando sol faz brilhar o mármore branco das construções e a luz quase nos cega com tanta beleza.            

San Giminiano entre as torres

sexta-feira, outubro 28th, 2011

San Gimignano, na Toscana -Itália, é uma antiga cidade etrusca e ainda hoje, totalmente medieval. Era chamada de  “cidade das belas torres”.

Nos tempos de riqueza, San Gimignano era muito importante estrategicamente e existiam 72 torres de observação, de proteção à cidade. Restaram 14 e as “duas torres  gêmeas” são um exemplo.

As ruelas são cheias de charme e de artesanatos, muitos vidrinhos e louças pintados. É delicioso de perder nessas pequenas ruas e logo se achar porque a cidade é pequena e tudo converge para a Piazza Del Duomo.

A Duomo ou Igreja Collegiate foi consagrada em 1148 e em seu interior estão afrescos maravilhosos, incluindo obras do grande pintor Ghirlandaio.

Imagine uma loja de carnes de caça cuja a carne mais comum é a de Javali? Você encontra isso em San Gimignano!

Visite também o museu etrusco, com muitas jarras, vasos e urnas funerárias. Falando assim parece fúnebre, mas não é! Parece que entramos num livro de história e que estamos caminhando no passado.

O melhor momento do dia é a parada para almoço, claro, na praça principal ou ao lado dela, com um delicioso Chianti. Perfeito!

Barcelona, cheia de beleza e charme

segunda-feira, novembro 1st, 2010

Barcelona tem um clima de alegria no ar. As avenidas largas, arborizadas contribuem, as mesinhas nas praças e o povo comendo tapas a partir de meio dia, para almoçar às três da tarde e jantar às dez também! Há muito a se visitar e destaquei alguns pontos e claro, Gaudí, que é onipresente na cidade.

Ramblas – No clássico passeio você vai se deparar com uma extensa variedade de artistas de rua, quiosques de flores, vendedores de pássaros e bancas de revistas das mais completas para turistas: livros, cartões postais e mapas. Tudo isto em pleno coração da cidade velha. Aliás, a parte velha da cidade é onde estão os verdadeiros tesouros: antigos palácios, igrejas e ruas antigas, medievais. As Ramblas mudam de nome várias vezes e cada trecho tem uma característica própria. No 1º trecho está a Rambla Canaletas e, ali, se encontra a famosa fonte, que segundo a lenda, quem beber dela, sempre volta a Barcelona.

Sagrada Família – Com as doações dos devotos, em 1881, a associação de Devotos de San José, comprou o terreno onde seria construída a futura igreja e, em 1882, colocaram a 1ª pedra. O arquiteto Joan Martorell se demite e Antoni Gaudí, ajudante de Martorell foi nomeado o novo arquiteto do templo. Gaudí modifica o projeto e aumenta a altura do templo para 170 metros. Esta obra é uma daqueles “pontos antológicos” da cidade. De motoristas de taxis a garçons, todos dizem que desde que nasceram a Sagrada Família já estava em obra e que dificilmente vão ver a obra terminada. Vale a visita, por dentro e por fora. A concepção gótica impressiona e a utilização dos materiais também.

La Pedrera –  Projeto de Antonio Gaudí e Cornet de 1905. Edificado entre os anos 1906 e 1910 para a família Milà. É um dos edifícios mais significativos da história da arquitetura, é considerado não como um edifício, mas como uma escultura. A fachada é uma impressionante massa de pedra ondulada sem linhas retas onde o ferro forjado está presente nas sacadas, imitando formas vegetais. O telhado é uma fantasia, as chaminés com formas que lembram guerreiros, saídas de escadas que formam um bosque de figuras que surpreendem pelo vanguardismo das formas.  O edifício foi reconhecido como patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1984.

Casa Batló – pertence ao período naturalista de Gaudí, construída entre 1875 e 1877. Em 1900 Antoni Gaudí foi contratado pelo proprietário Don José Batló para demolir o local e construir um novo edifício e finalmente optaram por reformar. Gaudí fez muitas renovações na construção, dentre elas: mudança da fachada, que possui a marca registrada de Gaudí: o uso de motivos naturais, que lembram a fauna e a flora. Aumentou o pátio central e criou o quinto andar. A construção possui muita cerâmica e mosaicos, o que colabora para compor as inúmeras formas de côncavo-convexo existentes.  Em Barcelona, a casa é conhecida como A Casa dos Ossos, devido ao formato dos balcões exteriores, que se assemelham a um crânio.

Parque Guell – Obra de Antoni Gaudí em parceria com o arquiteto Josep Maria Jujol, realizada entre 1900 – 1914. A idéia original era fazer um condomínio de casas, com infra-estrutura interna de comércios como uma cidade-jardim. Foi um projeto solicitado por Eusebi Guell, uma espécie de mecenas das artes da época.  O projeto fracassou em 1922, por motivos financeiros e então a Prefeitura acabou comprando o local e o converteu em um parque. Neste parque Gaudí construiu uma casa onde viveu até sua morte e hoje é um museu. Em 1969 foi declarado patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Manzana de La Discórdia – O Passeig de Gràcia é a coluna vertebral do “Ensanche”, bairro que une as duas principais Avenidas da cidade, a Gran Via e a Av. Diagonal. Nas suas origens era um caminho que unia a cidade com os bairros mais afastados, considerados cidades também. No começo do século XX as muralhas que protegiam a cidade foram derrubadas e em 1872 começou a circular a 1ª linha de tramvia (bonde) puxados por cavalos. A burguesia barcelonesa converteu esta avenida em seu lugar de passeio e, inclusive, existia uma zona conhecida como Campos Elíseos com jardins e salões de festas. Entre as ruas Concell de Cent e Aragón, em apenas 100 metros, estão três das melhores construções modernistas da cidade: a Casa Lléo-Morera, obra do arquiteto Lluís Doménech i Montaner, a Casa Amatler, de Josep Puig i Cadafalch e por fim a Casa Batló de Antoni Gaudí. A proximidade dos três edifícios deu origem ao nome “Manzana de la discórdia” . Se você observar é no chão da porta da Casa Amatler, que existe uma laje no chão que indica o Km 0 da rota européia do modernismo.

Port Vell – O “port Vell” se converteu em 1995 num espaço de 55,6 hectares, único na Europa, integrado ao coração da cidade. Trata-se de um grande espaço com muitas opções: Aquário, Imax Port Vell (cinema em três dimensões), Museu da História da Catalúnia, Museu Marítimo e Centro Comercial Maremagnum, entre outros.

Outros pontos interessantes para visitar:

Vila Olímpica – construída para alojar os atletas das Olimpíadas, após os jogos, os apartamentos foram vendidos e transformou-se em uma nova zona residencial e de diversão da cidade.

O Porto – tradicional e moderno. A torre de Cristovão Colombo se impõe e é possível subir no mirante para contemplar uma incrível visão panorâmica da cidade.

La “Plaça Nova” – Nesta praça estão: o Palácio da Generalitat (governo da Catalúnia) e o Palácio del Ayuntamiento Prefeitura

O Eixample – É uma grande zona central da cidade, formada por ruas que se cortam perpendicularmente. É uma obra do arquiteto Cerdá, que expandiu a cidade, multiplicando-a por cinco, com a finalidade de criar una cidade idílica.

Monte Montjuic
O nome foi em homenagem a Júpiter, na época romana. Monte que impera sobre a cidade e tem a seus pés o Porto. Foi construído no século XVII, sendo cenário da Exposición Universal de 1929 e dos Jogos Olímpicos, em 1992.

Não deixe de visitar a Fundação Joan Miró. Ela possui a maior coleção de obras do artista, com pinturas, esculturas, cerâmicas, gravuras. O espaço do café é super agradável, a arquitetura da casa-museu linda e moderna ( obra do arquiteto Josep L. S. e López, amigo pessoal do pintor). A lojinha é repleta de tudo que você pode imaginar, com reproduções de Miró.

Tibidabo
É preciso usar a “funiculer”, misto de trem e teleférico, ou o “tranvía” (bonde) azul, a 350 metros de altura, é o último que se conserva na ciudade. Normalmente no topo há um parque de diversões.

Parque da Ciutadella
Jardins onde foi realizada a Exposição Universal de 1868. É onde se localiza o o Parlamento da Catalúnia, a Escultura da “Dama del Paraguas” (guarda-chuva), símbolo da cidade, e o zoológico.

Montserrat
Famoso maciço, surpreendente por suas rochas de granito. Desde os tempos mais remotos, foi montanha sagrada na Espanha e visite também, o Monastério da Virgem de Montserrat lugar de peregrinações ( algumas românticas).

Plaza del Rey
Nela se encontra o Palácio Real Maior, a Igreja de Santa Ágata e o Palácio do Arquivo da Coroa de Aragão.

Palácio de la Virreina  e Palácio de Moya – Locais onde são realizadas importantes exposições de pintura e escultura.

Vida e Obra de: Antoni Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Rudoms, 25 de junho de 1852 – Barcelona, 10 de junho de 1926) foi o principal arquiteto catalão,  um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Foi responsável pelo movimento do modernismo catalão e grande inovar por utilizar novas concepções plásticas. A influencia de Antoni Gaudí em Barcelona é muito forte e suas obras combinam o estilo de arquitectura da cidade e um movimento de modernismo da mesma. Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica  (refletindo o estilo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugène Viollet-le-Duc, responsável em seu país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura. Entretanto, com o tempo, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notadamente o Templo Expiatório da Sagrada Família,  possuem um poder quase alucinatório. Gaudí é conhecido por fazer extenso uso do arco parabólico catenário, uma das formas mais comuns na natureza. Para tanto, possuía um método de trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade  (Gaudí usava correntes metálicas presas pelas extremidades: quando elas ficavam estáveis, ele copiava a forma e reproduzia-as ao contrário, formando suas conhecidas cúpulas catenárias). Também se utilizou da técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies. Ridicularizado por seus contemporâneos, Gaudí encontrou no empresárioEusebi Güell o parceiro e cliente ideal, tendo sido praticamente seu mecenas. Politicamente, Gaudí foi um fervoroso nacionalista catalão (ele foi certa vez preso por falar em catalão em uma situação considerada ilegal pelas autoridades). Em seus últimos anos, devotou-se exclusivamente à religião católica e a construção da Sagrada Família (obra nunca concluída).

Antoni Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde havia estudado arquitetura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí desde a juventude buscava o luxo, no entanto, na idade adulta e no final de sua vida essa sua tendência diluiu-se por completo. Quando jovem aderiu ao Movimento Nacionalista da Catalunha e assumiu algumas posições críticas face à igreja; no final da sua vida essa faceta desapareceu também. Gaudí nunca se casou e morreu as 72 anos, vítima de atropelamento.

O Templo da Sagrada Família é considerada a obra-prima de Gaudí.