Escritores

Há Momentos – Clarice Lispector

segunda-feira, março 28th, 2016

Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.

Os Pilares da Terra (The Pillars of the Earth)

sexta-feira, julho 8th, 2011

Os Pilares da terra é um grande livro: 1.400 páginas! E é um grande livro pela história envolvente, emocionante.

Para quem não tem coragem de ler um livro tão grande, já é possível vivenciar todas as emoções nos 4 DVD’s que contam a saga em torno da construção de uma catedral gótica no século XII.  São oito horas no total. Não se assuste! Você vai querer assistir um atrás do outro.

A produção é primorosa. Direção espetacular de Sérgio Mimica-Gezzan  e o produtor é ninguém menos que Ridley Scott.  Foram precisos mais de 20 anos para que Ken Follet aceitasse vender os direitos do livro. Nos extras do DVD ele conta que recusou várias ofertas porque não queria que sua história fosse multilada, que perdesse a essência. Ele tinha certeza que se o filme resumisse vinte anos, durante os quais a construção da igreja se passa, em duas ou quatro horas, a saga perderia todo o sentido. Ele estava mais do que certo! Seria impossível resumir tantas histórias complexas que se entrelaçam, começando pela do construtor Tom que queria edificar uma catedral que captasse o máximo de luz e que tocasse o céu. Sua família vai cruzar a vida de outras famílias e nos anos seguintes, ambição, miséria, vingança, sexo, paixão, amor, desespero e guerras, vão mudar o rumo da história. Num painél conturbado, se sobressaem pela honestidade, os ideais do prior de Kingsbridge, Philip, que lutará desesperadamente para construir um templo para Deus, nesta Inglaterra conturbada pela morte de Henri I que moreu deixando uma filha, ao invés de um filho…

Ken Follet costuma definir sua arte com essa frase: “O principal desafio para um escritor de ficção é criar um mundo imaginário e então arrastar o leitor para lá. É isso que eu gosto de fazer”. Que bom para nós, que somos arrastados para esse lugar imaginário e vivenciamos tantas emoções. Como se fossem…verdade.