Pintores

Renoir – O pintor da vida

sábado, junho 3rd, 2017

Pierre-Auguste Renoir é chamado de “O pintor da vida”. Ele dizia que no mundo já existia muita tristeza e feiúra e que o dever de um pintor era pintar a beleza.

Renoir era filho de um alfaiate e de uma costureira. Nasceu em 25 de fevereiro de 1841, em Limoges a cidade famosa por suas porcelanas. Eu acredito que o lugar onde vivemos nos influencia: com 13 anos ele parou de estudar e foi trabalhar numa fábrica de porcelanas. Pintou durante 4 anos brasões e motivos florais para os jogos de jantar e de chá que a fábrica vendia rapidamente. Ele resolveu pintar Maria Antonieta, seus vestidos e penteados e os donos da fábrica mandaram parar porque eram desenhos mais demorados, com leques difíceis de pintar e tantos detalhes que compensaria: ele ganhava por hora. Renoir propôs a eles que pagassem por peça pintada. Ele pintava tão rápido e com tanta segurança que as peças venderam tanto que além de ajudar a família ele conseguiu guardar dinheiro.

Depois de passar por outro emprego (pintando temas religiosos), consegui o suficiente para, aos 21 anos, realizar seu sonho: estudar na Escola de Belas Artes de Paris. 

Foi no ateliê de Charles Gleyre que ele fez amizade com Monet, Alfred Sisley e Bazille, pintores que estavam fascinados pela pintura ao ar livre, fascinados em captar a luz e a impressão do momento: os Impressionistas.

Finalmente eles  abandonaram o ateliê e começaram a pintar ao ar livre, principalmente na floresta de Fontainebleu, nos arredores de Paris. Em 1870, Renoir se alistou na cavalaria para lutar na guerra franco-prussiana e um ano depois foi dispensado por motivo de doença. A morte na guerra do amigo Bazille afetou a ele e aos outros pintores impressionistas. Entre 1870 e 1833 Renoir viveu um período de intensa produção Impressionista. Embora sejam desse período várias paisagens, é a vida urbana, a alegria, que inspiravam Renoir.

Sua primeira obra aceita no Salão Oficial de Pintura foi A Esmeralda (1864). A pintura alcançou um relativo sucesso. Pena que ele a destruiu após a exposição.C om a guerra franco-prussiana os amigos Impressionistas se separam e Renoir conhece sua modelo favorita que depois se tornaria sua esposa: Lise Trèbot. Uma de suas pinturas mais conhecidas desse período é “Mulher com a sombrinha” .

Com o relativo sucesso, começou a receber encomendas de retratos.

Em 1872 Renoir obteve bastante sucesso no Salão de Pintura com a obra: “Mulheres parisienses vestidas como Argelinas”. Nesta época ele já morava em Montmartre, bairro boêmio de Paris, onde viveu a maior parte de sua vida e onde  pintou duas de suas mais famosas obras: “A Bailarina” e “O Camarote” , este último foi vendido por 425 francos. É fácil perceber que sua arte começou a “cair no gosto popular” quando três anos depois ele vendeu “O passeio” por 1.200 francos.

Uma de suas obras mundialmente conhecidas, que lhe deu enorme reputação foi “Le moulin de la galette”  pintada em 1876.  Abaixo detalhe do quadro.

Como todos os pintores da época, Renoir sonhava conhecer a Itália e em 1881 ele conseguiu visitar Milão, Roma, Veneza e Napóles. O maior impacto foi ver as obras de Rafael, a quem admirava muito.  

Essa viagem influenciou muito sua obra e Renoir passou a pintar no estilo renascentista, quase inspirado na mitologia clássica. São dessa fase as suas pinturas de Banhistas.

Em suas palavras: “Por volta de 1883, eu tinha esgotado o Impressionismo e finalmente chegado à conclusão que não sabia pintar nem desenhar.”

O Masp possui um lindo quadro de Renoir: Rosa e Azul.

Renoir e sua esposa Aline viveram juntos até a morte dela em 1915 e dele, aos 78 anos, em 1919.  Ele adorava fazer da família seus modelos. Abaixo quadros da esposa e de Coco, o filho caçula que foi muitas vezes retratado.

O casal teve três filhos e Jean Renoir, o filho do meio, tornou-se um grande cineasta, reconhecido internacionalmente e foi autor de vários clássicos do cinema francês, dentre eles: A grande Ilusão, A regra do Jogo, A Marselhesa, A Cadela, French Cancan e A Carruagem de Ouro. Jean Renoir já na maturidade reconheceu que quanto mais longe quis ir da arte do pai  mais perto ficava do pai através de seus filmes. French Cancan é uma das maiores provas dessa afirmação: o filme reproduz o clima e as cores de Montmartre na época do Impressionismo. A mais famosa e bem escrita biografia de Renoir foi escrita por seu filho, Jean Renoir. Uma reconciliação tardia e um amor filial redescoberto.

Renoir também utilizava muito as babás dos filhos como modelo.  Gabrielle é uma das mais famosas, retratada em muitas de suas pinturas.

Um dos grandes amigos de Renoir foi Claude Monet. Este é o retrato que Renoir fez de Madame Monet.

Nos últimos anos de vida, Renoir mudou-se de Montmartre para Cagnes uma região mais quente da França. A artrite foi a doença que minou lentamente suas forças e Renoir tentou se dedicar à escultura devido às fortes dores nas mãos. Mas, como para isso ele precisava de ajuda de dois pintores amigos rapidamente desistiu. Sua grande paixão era a pintura. Ele pedia para amarrarem os pincéis em suas mãos ou pulsos e pintou até o último dia de sua vida.

O gênio de Vincent Van Gogh

terça-feira, junho 7th, 2016

Vincent Van Gogh nasceu em 30 de março em Groot Zundert, na Holanda e morreu em 29 de julho de 1890, em Arles (Auvers-sur-Oise) na França. Em www.wikipedia.com.br a cronologia de sua vida está descrita em detalhes. E aqui não quero falar muito de sua vida atormentada, mas falar um pouco mais de como, através do entendimento do homem, no registro das mais de 800 cartas que deixou, se pode entender a sua obra. A sua pressuposta loucura e depressão estão muito bem contadas no filme de Maurice Pialat – Van Gogh – lançado no Brasil pela Versátil Home Vídeo, que eu tive a alegria de ter traduzido.

Com a morte do pai, em março de 1986, Vincent vai viver em Paris, junto com seu irmão Théo, mais jovem que ele três anos. Os irmãos se pareciam muito fisicamente, mas, eram muito diferentes. A Théo faltava o gênio de Vincent, mas lhe sobrava espírito prático, senso comercial e uma grande facilidade de se relacionar com as pessoas. Théo começou a trabalhar na “Galeria Goupil” e rapidamente assumiu a gerência de uma filial em Montmartre e, cada vez mais, é este irmão que irá apoiar incondicionalmente a Vincent, acreditando desde sempre em seu talento. Théo Van Gogh era vanguardista e foi responsável por exposições de vários artistas impressionistas, embora não tenha conseguido obter sucesso na exposição que realizou para o irmão e nem tampouco, tenha conseguido vender algum dos quadros de Vincent que ele expunha regularmente na galeria.

A esta altura, Vincent havia mudado para algumas cidadezinhas no sul da França, próximas de Paris, em busca de sol e paisagens para suas pinturas. Durante todos estes anos foi Théo quem ajudou Vincent, enviando-lhe o dinheiro necessário para a sobrevivência e a compra de materiais de pintura.

Vincent em um dado momento (1888) pensou em criar uma comunidade de artistas e Paul Gauguin, que ele tinha conhecido através do irmão, foi morar com ele. http://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Gauguin.

É célebre a briga que tiveram e a reação de Vincent, que culpabilizando-se corta a ponta da orelha e a envia, ensanguentada, para Gauguin. O que encerrará para sempre a amizade de ambos e a idéia da comunidade de artistas. A internação de Vincent no sanatório de Saint-Rémy- de-Provence, é decorrência deste acontecimento. Embora hospitalizado, Vincent pinta quadros maravilhosos neste período, dentre eles o sublime Iris.

Johanna Van Gogh-Bonger, nasceu em Amsterdã em 4 de outubro de 1862. Completou os estudos de língua inglesa, se tornou professora e foi para Paris, onde encontrou Théo, ambos se apaixonam e se casam em 1889.

Em várias cartas anteriores ao casamento do irmão, Vincent já mencionava seu desespero e angústia por ser um “peso” para o irmão.

“…eu me sinto triste pois mesmo em caso de sucesso, a pintura não trará o tanto que ela custa… trará prazer à mãe, que seu casamento prospere e sua saúde e seu trabalho. É preciso não ficar só. Eu sinto que passou o desejo de casar e de ter filhos – e existem momentos em que me sinto tão melancólico por me sentir assim, com trinta e cinco anos. E às vezes eu detesto esta pintura suja. Foi Richepin que disse um dia : “  O amor pela arte faz perder o amor de verdade “. Acontece de eu me sentir já velho e machucado mas ainda assim, ainda suficientemente apaixonado demais pela pintura, para não me entusiasmar por ela. Para vencer é preciso ambição e a ambição me parece absurda. Ela resultará não sei em que. O que eu queria, sobretudo, era lhe pesar menos – e isto não será impossível no futuro – porque eu espero progredir de maneira que você possa, sem errar, sem se comprometer, acreditar (…)” 1887

Este sentimento de culpa se amplifica com o casamento do irmão e piora com o nascimento do filho de Théo, que aliás, se chamará Vincent, em homenagem, em vida, ao adorado irmão. Em maio de 1890, por recomendação do irmão Théo, Vincent vai para Auvers-sur-Oise, pois um médico – Dr. Gachet – havia sido indicado como excelente para o tratamento das alucinações e depressões de Vincent. Lá chegando, Vincent aluga um quarto em uma hospedaria “ l’auberge Ravoux”. Muitos quadros e muita angústia o levam a dar um tiro no peito em 27 de julho deste ano. Gravemente ferido e desenganado por dois médicos ele, a cada momento mais fraco, espera a chegada do irmão Théo. Quando este chega, passa toda a noite velando por ele e é segurando sua mão que Vincent morre em 29 de julho de 1890.

Vincent é enterrado em Arles, Auvers-sur-Oise e seis meses depois, em 25 de janeiro de 1891, com 34 anos, Théodore Van Gogh morre, louco, vítima de sífilis (ou de tristeza). Enterrado em Paris, algum tempo depois, seu corpo é transportado sob as ordens de Johanna, para ser enterrado ao lado do irmão Vincent. Dizem que ela mandou plantar girassóis ao lado da tumba de Vincent e quando o sol se recolhe, eles se curvam sob a lápide de Théo. Quando visitei a tumba, eles estavam lá…

E foi Johanna (Jo) van Gogh-Bonger, a cunhada de Vincent, a grande responsável pela organização e manutenção das aproximadamente 700 cartas que Vincent escreveu para Théo, além de seus outros pertences e quadros. É a ela que se deve a tradução para o inglês destas cartas, além da primeira exposição com 473 quadros de Vincent Van Gogh no Museu Municipal de Amsterdã, realizada em julho-agosto de 1905. Duas mil pessoas acorreram para vê-la. Ainda riram das telas dele. O que não evitou que o seu nome começasse a ser pronunciado de boca em boca como um fenômeno das artes holandesas, um dos gênios do mundo de hoje. Johanna escreveu também uma biografia sobre Vincent e a continuidade da preservação de sua obra foi feita por seu filho, Vincent.

A L&PM lançou a biografia no Brasil e assim escreveu a sinopse:

Biografia de Vincent Van Gogh por sua cunhada

Jo Van Gogh-Bonger (tradução de William Lagos)

Reconhecido após a sua morte como um dos mais importantes pintores de todos os tempos, Vincent van Gogh teve uma vida sombria, perpassada por crises de loucura e depressão. Este volume contém a preciosa biografia escrita pela cunhada Jo van Gogh-Bonger, mulher de Théo, as cartas de Théo ao pintor e a correspondência de Vincent com o pintor e a correspondência de Vincent com o pintor Émile Bernard prefaciadas pelo sobrinho Vincent Willen van Gogh (morto em 1974). Junto com o livro Cartas a Théo (Coleção L&PM Pocket, vol. 21), este livro, pela primeira vez publicado no Brasil, é um documento fundamental para a compreensão da vida e da obra tumultuada e torturada de Vincent van Gogh, esse incrível artista que vale tanto a pena conhecer!

Amadeo Modigliani um imenso talento

domingo, abril 15th, 2012

Modigliani foi um pintor maldito (entre tantos outros). Judeu italiano, saiu jovem de  Livorno,  pequena cidade da Itália, com pouquíssimo dinheiro que um tio ofereceu e foi tentar a sorte em Paris. Estranhamente, ele não economizava. Quando chegava a um lugar, logo se hospedava em bons hotéis, ou alugava bons estúdios. Até o dinheiro acabar. Os relatos da época contam que ele tinha ótima aparência, com seu terno de veludo, sempre bem barbeado. Era o que se classifica de um belo homem.

Havia esse sentimento, quase de nobreza nele. Talvez porque sua família, muito antes de perder todo o dinheiro em negócios, tenha sido muito rica. Filho de pai italiano, Flaminio Modigliani e de mãe francesa, Eugenie Garsin, ao nascer Modigliani salvou a família de perder todos os objetos da casa, pois havia uma lei que os credores não podiam tomar a cama de uma mulher grávida ou uma mãe com um filho recém-nascido. Quando os oficiais chegaram, Eugenie entrou em trabalho de parto e o pouco de valor que ainda possuíam foi escondido embaixo de sua cama. Ele sempre teve uma relação muito forte com sua mãe, que o educou até dez anos. Amadeo Modigliani viveu em contínua miséria. Vendendo desenhos, esculturas e quadros, em troca de comida mas, principalmente em troca de bebida. Seu ponto fraco desde sempre: haxixe, álcool e mulheres. Provavelmente nessa ordem.

Anos a fio nessa rotina sem rotina só fizeram piorar sua saúde que foi frágil desde pequeno, ele teve pleurisia, tifo e finalmente, tuberculose, que o acompanhou toda a sua curta vida. Numa crise quando tinha quatorze anos, em delírios pedia para ver as pinturas e esculturas de Florença. A mãe prometeu levá-lo e cumpriu sua promessa. Na volta matriculou Modigliani com o melhor mestre de pintura de Livorno: Giugliemo Micheli.

Mas, foi o encontro com o escultor Constantin Brancusi que marcou a carreira de Modigliani: durante muito tempo ele abandonou a pintura e quis ser escultor. Influenciado pelo cubismo, e pela África negra, executou esculturas inspiradas em máscaras africanas, que talvez tenha conhecido no “Musée de l´Homme”. Esse período vai provar a Modigliani que ele não tinha nem força física, nem saúde para persistir na escultura. O pó, o esforço de esculpir prejudicou muito sua saúde, fazendo com ele tivesse que retornar à Itália ou prosseguir em estações de cura. Ao retomar a pintura, a influência das máscaras permaneceu, evidenciada nos olhos de suas pinturas.

Em 1909 executou uma de suas obras mais importantes: “O violoncelista”  exposta no Salão dos Independentes de Paris daquele ano.

Seus nus causaram escândalo e uma exposição organizada em 1917 pelo amigo, o poeta polonês Leopold Zborowski, durou apenas um dia: Os nus na vitrine causaram escândalo e tantas reclamações que a polícia teve que intervir. Modigliani não pode ser classificado em nenhum movimento específico da pintura, seu estilo próprio e autônomo são sua marca registrada.

Muitas mulheres foram retratadas por Modi (como era carinhosamente chamado). Com quase todas teve romances, rápidos ou mais demorados mas todos, conturbados.  A sua grande musa, o verdadeiro amor de sua vida foi Jeanne Hébuterne, jovem católica, cujos pais repudiavam Modigliani. Eles tiveram uma filha em 1918. Ela estava com ele quando o pintor morreu, na noite de 24 de janeiro de 1920, aos 36 anos.

No dia seguinte Jeanne, grávida de nove meses, do segundo filho de Modigliani, suicidou-se ao atirar-se do quinto andar de um edifício. Ambos foram enterrados no Père-Lachaise em Paris.

Existe um filme famoso, com Andy Garcia – magistral no papel – contando a história de Modigliani, sua vida conturbada e a rivalidade com Picasso. É um filme para assistir e rever.  

No Rio de Janeiro, hoje, encerrou-se a exposição Modigliani imagens de uma vida que virá a seguir para o MASP em São Paulo.

São 12 pinturas, 5 esculturas, desenhos e escritos que retratam a história desse imenso talento, disperdiçado.

Georgia O´Keeffe além de seus quadros

segunda-feira, dezembro 20th, 2010

O Filme foi feito para a televisão e seu enorme sucesso foi uma das causas de seu lançamento em DVD.

Joan Allen e Jeremy Irons estão magníficos e suas interpretações nos transportam para essa complexa história de amor e principalmente, para a beleza dos quadros de Georgia O´Keeffe.

Georgia O’Keeffe nasceu em 15 de novembro de 1887, em Wisconsin e morreu em 1986 no Novo México. O artista e professor de artes Arthur Wesley Dow, com quem ela fez um curso de verão, teve grande importância nos rumos de sua arte. Dow ensinava que o objetivo da arte era a expressão das idéias e sentimentos pessoais do artista e a partir deste conceito Georgia trabalhou o realismo imitativo. Em 1915 ela realizou uma série de desenhos abstratos em carvão e um colega os mostrou ao fotógrafo internacionalmente conhecido e empresário de artes, Alfred Stieglitz.

A partir daí Stieglitz começou a corresponder-se com O´Keeffe. A relação dos dois iria avançar para uma complicada história de amor. Em 1916 com o apoio financeiro dele, ela se muda para New York, para o que seria um ano de trabalho. Acabaram se casando em 1924. Ele fez fotografias extremamente ousadas dela: nus que fizeram sensação e que a projetaram para o mundo, dentro do conceito que ele, ótimo empresário, pregava: “primeiro eles vão conhecê-la tão bem como mulher que acabarão querendo conhecer a artista”.

O filme retrata essa conturbada relação e mostra lindas obras de O´Keeffe, diversas  pintadas no Novo México, onde se refugiava entre uma briga e outra com o amor da sua vida. Stieglitz morreu em 1946 e trabalhou arduamente promovendo o trabalho de Georgia. Desde meados dos anos 20 O’Keeffe pintava flores com uma sensibilidade e sensualidade inusitados.

Ela tornou-se uma das mais importantes e bem sucedidas artistas dos Estados Unidos, alcançando sucesso mundial.

Três anos após a morte de Stieglitz mudou-se de Nova Iorque para o que ela chamava de sua casa, o Novo México, onde sua inspiração era intensa. Georgia produziu em óleo até que sua vista começou a falhar (meados dos anos 70). Ela continuou a trabalhar com lápis e aquarela até 1982 e morreu em 1986, aos 98 anos, deixando uma obra intensa e presente nos melhores museus do mundo.